Radiante com a vitória de Andrea Kimi Antonelli no GP da Espanha, disputado neste domingo (13), Toto Wolff voltou a rasgar elogios ao italiano e celebrou a intervenção que mudou a corrida no safety-car virtual. Chamado aos boxes, o jovem seguiu Charles Leclerc pelo restante da prova e assumiu a ponta para vencer quando o monegasco parou. Naturalmente, o azar de Lando Norris, que não conseguiu fazer a parada na mesma janela, também foi citado.

“Na maioria das vezes, tivemos azar com o safety-car nessa temporada, virtual e real. Hoje, os deuses do automobilismo estavam com a gente, e chamamos Kimi assim que o VSC apareceu. Foi uma pena para a McLaren, que estava muito rápida, mas Kimi pilotou muito bem”, elogiou Wolff.

“Os processos foram ótimos hoje. O grupo de estratégia já tinha o safety-car virtual em mente, alguém disse: ‘A Aston Martin não vai sair rapidamente’. Então, a estratégia falou com Bono, ele confirmou e passou a Kimi — tudo em três segundos”, destacou o austríaco.

A ativação do VSC veio em momento que Norris já havia passado pelos boxes, ao contrário de Antonelli. A McLaren chamou Lando para entrar no giro seguinte, mas a intervenção saiu de cena e a corrida voltou ao normal; mesmo assim, o atual campeão parou e perdeu posições. Wolff, então, foi convocado a opinar sobre a decisão do time papaia.

“Há duas formas de pensar: você para e cede a liderança ou se mantém na pista por mais um tempo e torce por uma bandeira vermelha ou um incidente. Acho que eles tentaram buscar a vitória, assim como a Ferrari”, analisou.

Ao analisar a fase de Antonelli, que venceu mesmo sem uma pilotagem brilhante em Madri, Wolff ressaltou a calma do jovem e a capacidade de suportar a pressão. Segundo Wolff, até os sustos em determinados momentos das corridas, como algumas raspadas no muro, são parte do que torna Kimi tão veloz.

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Vitória foi a oitava de Antonelli na F1 2026. Em toda a carreira, George Russell tem sete (Foto: F1)

“Acho que ele é calmo, às vezes até demais. Quando ele raspa o muro a cinco voltas do fim e pede uma checagem pelo rádio, você fica: ‘De novo, olho nos limites de pista, nos muros’. Mas talvez seja assim que ele se mantém focado. Ele está tão acima das nossas expectativas e das dele, está só seguindo conforme o fluxo”, elogiou.

“Também acho que há um fator genético: você nasce calmo assim ou não. Ele levou isso a outro nível, sobre aguentar pressão. Estamos falando de Fórmula 1, você vê pilotos jovens se desmanchando na F2. Ele está apenas fazendo o que precisa fazer, dissemos a ele que só precisávamos pontuar bem nessa corrida — seja em segundo ou quinto. Ele entrega isso, e pilotando rápido”, reforçou.

Por fim, Wolff evitou fazer qualquer previsão sobre o Mundial e indicou que George Russell não pode ser desconsiderado. Além disso, salientou a possibilidade de quebras, algo que já assolou a Mercedes este ano, e destacou a necessidade de manter o time focado até o fim.

“Bom, ele ainda tem um companheiro de equipe que pode ser muito rápido. Como equipe, demos um bom passo à frente. Não queremos tirar o pé do acelerador e estagnar as coisas cedo demais, porque isso é automobilismo. É um esporte mecânico, coisas podem quebrar. Não olhamos para os pontos”, finalizou o chefe da Mercedes.

Agora, a Fórmula 1 faz uma pausa neste fim de semana e volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.