A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) tomou uma iniciativa na última semana para tentar amenizar o calor extremo presente em algumas etapas do calendário da Fórmula 1. A ideia da entidade é instalar uma versão simplificada de um ar-condicionado nos carros da categoria, proposta motivada pelos inúmeros problemas enfrentados no GP do Catar de 2023. Lewis Hamilton, no entanto, se opôs ao conceito.
O heptacampeão mundial comentou que a Fórmula 1 sempre foi dessa forma, com condições extremas, e que cabe aos pilotos “treinarem para suportar o calor”.
“Bem, em primeiro lugar, eu não sabia disso. E não é necessário. Esta é a Fórmula 1, sempre foi assim. É difícil nessas condições. Somos atletas bem pagos e temos de treinar muito para ter certeza de que conseguimos suportar o calor”, disse após o GP da Hungria, neste último domingo (21).
“É duro. Não é fácil, especialmente quando vamos a lugares como Catar e Singapura. Mas não acho que precisamos de uma unidade de ar condicionado no carro”, concluiu.

Na última temporada, no GP do Catar que coroou o tricampeonato de Max Verstappen, diversos pilotos do grid passaram mal devido ao calor em Lusail. Logan Sargeant teve de abandonar por desidratação, Esteban Ocon vomitou dentro do capacete durante a corrida e Lance Stroll foi levado de ambulância assim que deixou o carro.
Segundo informações do portal Autosport, a ideia da FIA seria ampliar o fluxo de ar na parte superior do carro e possibilitar uma ventilação maior no cockpit.
O primeiro teste do ar-condicionado está programado para acontecer em um único carro em algum treino livre do GP dos Países Baixos, entre os dias 23 e 25 de agosto. Caso aprovado, o dispositivo vai ser obrigatório nas etapas que a FIA julgar necessário.
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