James Allison, diretor técnico da Mercedes, admitiu que as últimas três corridas deixaram Andrea Kimi Antonelli abalado. O italiano não conseguiu pontuar em nenhuma prova da rodada tripla e sofreu com falhas mecânicas na Espanha e em Ímola, GP de casa, além de bater na classificação em Mônaco.
O piloto de 18 anos foi eliminado no Q2 na Emília-Romanha e não conseguiu terminar a corrida devido a problemas no carro. Em Monte Carlo, ele bateu na sessão classificatória, largou atrás e ficou preso no meio do pelotão. Já em Barcelona, o #12 estava na zona de pontuação até sofrer com uma falha na unidade de potência.
“Kimi é jovem e cheio de todo o otimismo da juventude, mas sei perfeitamente que nossos fracassos nesse período o abalaram ao longo do caminho”, iniciou Allison. “Dois abandonos, um causado por um problema de chassi e outro por uma falha no motor em apenas três corridas. É difícil para ele”, seguiu.
“Deixando isso de lado, e Kimi olhando para si mesmo, ele saberá que tem mais a descobrir. Mas, em meio a isso, houve muito trabalho muito positivo e uma experiência brilhante correndo em uma pista muito dinâmica como a de Barcelona, com as temperaturas da pista chegando a 50 graus e gerenciando pneus macios nessas condições. Isso está lhe dando experiência em um ritmo muito rápido, e ele estava lidando muito bem com isso”, salientou.

O diretor técnico comentou que o problema na Espanha pode resultar em problemas futuros para Antonelli. “Isso coloca um pouco de pressão sobre a equipe. Poderíamos colocar uma nova unidade de potência na próxima corrida e não sofreríamos nenhuma penalidade, porque ainda estamos abaixo do número máximo que é permitido usar”, destacou.
“Mas, é claro, estamos apenas a cerca de um terço do ano, então isso vai sobrecarregar bastante o restante da reserva se tivermos que nos esforçar até o final da temporada”, afirmou.
“Portanto, estaremos apenas analisando como mobilizar os recursos restantes de uma boa maneira. Mas, sim, obviamente não é legal quando perdemos uma unidade de potência antes de cumprir a vida útil total”, pontuou.
“Acho que o mais importante dessas três corridas foi o fato de termos errado bastante nas duas primeiras no ajuste do carro. Exigimos demais do eixo traseiro e, como consequência, sofremos muito, e abordamos Barcelona com uma mentalidade diferente”, admitiu.
“E em uma pista que teria acabado com os nossos pneus se tivéssemos feito o mesmo que fizemos em Ímola e Mônaco, conseguimos andar melhor. Então, olhando para o futuro e sabendo que podemos fazer mais disso e nos apoiar mais nisso nas próximas corridas, acho que isso é bom”, encerrou.
Antonelli é o sétimo no Mundial de Pilotos, com 48 pontos. Entre os Construtores, a Mercedes é a terceira com 159.
A Fórmula 1 volta de 13 a 15 de junho no Canadá, décima etapa da temporada 2025.
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