A Mercedes tem trabalhado a pleno vapor no desenvolvimento do W15, o carro da temporada 2024 da Fórmula 1, e como a promessa é de que haja modificações “em quase todos os componentes”, todos os envolvidos no projeto têm feito longas escalas a fim de que os prazos sejam cumpridos. Mesmo assim, o diretor de operações da equipe alemã, Rob Thomas, admitiu que alguns planos foram refinados para evitar que os funcionários fossem levados ao esgotamento.
Por mais que o chefe, Toto Wolff, já tenha deixado claro que espera pelo início do campeonato com os pés no chão, há uma expectativa em Brackley para que o novo carro apresente um desempenho melhor que o visto nos anos anteriores, desde a última mudança de regulamento que a F1 sofreu. O diretor-técnico James Allison, por exemplo, afirmou que há motivos para o time crer que se livrou da “traseira maldosa” do W14.
Thomas explicou no site oficial da Mercedes como funciona o processo de montagem do carro, salientando que a complexidade exige empenho máximo de todos.
“Há literalmente milhares e milhares de componentes chegando, passando por inspeção e diferentes testes” disse o diretor. “Em seguida, esses componentes são integrados em vários subconjuntos e enviados para o setor de Teste e Desenvolvimento, que os submeterá a verificações de fadiga, confiabilidade e desempenho”, acrescentou.

“É um período muito intenso para as pessoas na fábrica porque esses departamentos operam em turnos 24 horas por dia, sete dias por semana. O pessoal demonstra um nível enorme de comprometimento. São muitas coisas acontecendo, e tudo deve se encaixar nesses prazos”, completou Thomas.
Ciente de que possui um considerável déficit de performance em relação à arquirrival Red Bull, a Mercedes tem corrido contra o tempo para deixar tudo o mais pronto possível até o início da pré-temporada, a partir de 21 de fevereiro. Há, porém, o outro lado da moeda, e Thomas reconheceu que foi preciso mexer em algumas metas ao longo dos anos para evitar o chamado burnout — esgotamento por excesso de trabalho.
“Havia planos detalhados, mas eles não foram realmente respeitados. Muitas datas internas eram meio opcionais, e daríamos o nosso melhor para cumprir tais prazos, mas nem sempre foi dessa maneira. As coisas foram ficando cada vez mais para depois, o que acabou com o pessoal trabalhando de forma caótica para apagar os incêndios, tentando juntar peças”, seguiu.
“Também não íamos obter o resultado que precisávamos em termos de desempenho ou confiabilidade. Tudo isso faz você ir para as primeiras corridas em condições extremamente abaixo das ideias, não obtendo o aprendizado desejado e levando as pessoas ao esgotamento”, encerrou Thomas.
A Mercedes fará o lançamento do W15 no dia 14 de fevereiro. A Fórmula 1 retorna às pistas de 21 a 23 de fevereiro, com os testes coletivos da pré-temporada no Bahrein, no circuito de Sakhir.
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