A lesão de Isack Hadjar durante um treino de boxe, que o afastou de três etapas da temporada 2026 da Fórmula 1, trouxe à tona as restrições contratuais que os pilotos enfrentam fora das pistas. Questionados pelo GRANDE PRÊMIO em entrevista coletiva no GP do Azerbaijão, Charles Leclerc, Alexander Albon e o próprio piloto da Red Bull detalharam como lidam com os limites impostos pelas equipes.

Ausente dos GPs dos Países Baixos, Itália e Espanha, Hadjar revelou que, curiosamente, não possui restrições contratuais explícitas quanto à prática de esportes — ao contrário de Leclerc e Albon, pilotos de Ferrari e Williams, respectivamente. O #6, contudo, destacou que adotará uma postura de maior autoproteção após o incidente.

“Não [tenho restrições]. Mas serei apenas mais cuidadoso da próxima vez, talvez me enfaixar melhor e é isso. Acontece”, respondeu Hadjar ao GRANDE PRÊMIO. “Não há restrições e não tenho cinco anos de idade, então só preciso pensar duas vezes antes de, sabe…”, completou.

Leclerc adotou um tom descontraído ao explicar o que a Ferrari restringe em contrato, revelando como funciona a margem de negociação com a escuderia de Maranello e abrindo o jogo sobre atividades permitidas em períodos específicos do ano, como o esqui.

“Também não tenho cinco anos, mas tenho algumas restrições. Não são tantas e, na verdade, se pedir com jeitinho, na maior parte do tempo eles aceitam”, brincou Leclerc. “Paraquedismo provavelmente não é recomendado, mas foi o que pensei também. É meio estranho proibir paraquedismo. Enfim, não vamos entrar nessa discussão. Não sou tão obcecado pela modalidade — na única vez que fiz, não ficaram muito felizes, então não faço mais”, acrescentou.

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Charles Leclerc (Foto: Alexander Seregin, ASPPA Images Europe)

“Não é que sejamos proibidos de esquiar, mas também somos responsáveis de certa forma, e o esqui não é o esporte mais seguro. Posso fazer logo depois da temporada, e quanto mais perto o campeonato chega, menos esportes arriscados eu pratico”, ponderou o monegasco.

Por sua vez, Albon confirmou que vive uma realidade parecida na Williams. O anglo-tailandês também relembrou os tempos de Red Bull para traçar um panorama sobre a flexibilidade das escuderias com esportes radicais.

“É, o mesmo comigo. A Red Bull talvez tenha um pouco mais de tolerância com esportes radicais, mas, pelo menos para nós [na Williams], somos um pouco monitorados. Tenho o mesmo tipo de coisa. Bungee jump, acho que é outro — embora não seja muito fã de bungee jump também. Não consigo pensar em mais nenhum, mas esquiar também está na minha lista”, encerrou Albon.

A Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 2 a 4 de outubro, na Malásia, que recebe o GP do Bahrein. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Sepang AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP do Bahrein na Malásia de F1: veja os horários no Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

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