O ex-piloto de Fórmula 1 Philippe Streiff morreu nesta sexta-feira (23), aos 67 anos. Ele correu na categoria na década de 1980 e teve passagens por Renault, Ligier, Tyrrell e AGS. A causa da morte não foi divulgada.
O francês estreou na F1 em 1984 e ficou na categoria até 1989. Foi nesta última temporada, aliás, que a história de Streiff se cruzou com o Brasil: durante um teste de pneus na pré-temporada, em 15 de março, o então piloto perdeu o controle de sua AGS na Curva do Cheirinho do Autódromo Nelson Piquet, em Jacarepaguá, e bateu forte contra o muro a mais de 200 km/h.
O impacto na cabeça foi tão forte que Streiff ficou tetraplégico, encerrando precocemente a carreira de piloto. A série de erros no protocolo de atendimento ao francês ainda na pista fez com que o circuito de Jacarepaguá fosse banido da categoria.

No período em que esteve na F1, Philippe disputou 53 GPs e alcançou o seu melhor resultado no GP da Austrália de 1985, quando defendia a Ligier, ao cruzar a linha de chegada em terceiro. Em largadas, a melhor posição foi obtida também em 85, em Brands Hatch: o quinto lugar válido para o GP da Europa.
“Fico triste em saber que Philippe Streiff faleceu”, escreveu o presidente da F1, Stefano Domenicali, nas redes sociais. “Ele demonstrou coragem e determinação incríveis ao longo de sua vida. A forma como superou o acidente [em Jacarepaguá] e reconstruiu sua vida foi inspiradora. Enviamos nossas condolências à sua família neste momento triste”, completou.
Martin Brundle, que foi companheiro de equipe de Streiff na Tyrrell em 1986, também prestou homenagens ao ex-piloto. “Triste ouvir sobre meu ex-companheiro de equipe Philippe. Um cara adorável e muito elegante dentro e fora do carro. Lembro-me perfeitamente do dia em que estávamos testando no Rio e ele sofreu o acidente, a bandeira vermelha seguida do helicóptero. Dias diferentes”, escreveu o atual comentarista da Sky Sports.
Além do automobilismo, Streiff também dedicou parte da vida à política, desempenhando várias funções de consultoria técnica para promover segurança nas estradas e melhorar a situação das pessoas com deficiência.