As modificações feitas no circuito Albert Park, que tradicionalmente recebe o GP da Austrália, visam melhorar o espetáculo ao público e dar mais espaço aos pilotos para que possam disputar suas posições na pista. Além disso, o asfalto também foi reformado, o que pode tornar as condições de pista um pouco incertas. Chefe da Pirelli na Fórmula 1, Mario Isola reconheceu que após dois anos sem corrida no local, a etapa australiana pode reservar surpresas.
“Comparada às ocasiões anteriores e com os pilotos sem terem pilotado lá por dois anos, esse ano existem algumas coisas desconhecidas sobre o GP da Austrália”, admitiu Isola. “Primeiro, o traçado do circuito foi drasticamente alterado para melhorar a ultrapassagem, e como resultado, também há um novo asfalto, que deve ser bem suave”, explicou.
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O italiano explicou que espera por uma evolução da aderência da pista ao longo do final de semana, já que o novo asfalto pode não oferecer o melhor cenário. Além disso, as condições climáticas de Melbourne podem influenciar diretamente na corrida, já que a etapa está sendo realizada em um momento diferente do que a F1 tradicionalmente faz.
“Isso significa que a pista pode oferecer níveis muito baixos de aderência no início, com um grau alto de evolução esperado ao longo do final de semana e uma superfície extremamente escorregadia caso chova”, salientou. “Também iremos a Melbourne algumas semanas depois, comparado a temporadas anteriores, então as condições podem ser mais variáveis”, ressaltou.
Isola acredita que a adaptação dos pilotos aos novos carros e pneus também pode ser um fator importante para a corrida de domingo (10), já que os competidores ainda buscam a melhor familiarização com o novo regulamento técnico. O italiano enxerga “muito trabalho a fazer” nos treinos livres antes da classificação.

“Por último, existe uma geração completamente nova de carros e pneus que os pilotos ainda estão aprendendo”, reconheceu. “Todos esses fatores significam que as equipes terão muito trabalho a fazer e os pilotos também, durante as sessões de treino livre”, afirmou.
Por fim, Isola abordou a opção da Pirelli de determinar um espaço entre seus compostos pela primeira vez na temporada. Para o GP da Austrália, o C2 será o pneu mais duro — de faixa branca —, seguido pelo C3, médio. Ao invés do macio ser o C4, entretanto, a empresa optou por definir o C5 como o de faixa vermelha para este final de semana — será a primeira vez em que a F1 vai utilizar os pneus mais macios que a Pirelli oferece.
“Decidimos optar pela mudança na nomeação dos compostos porque percebemos que existia uma diferença relativamente pequena de desempenho entre o C3 e o C4 durante os testes”, falou. “E acreditamos que o Albert Park — com seu novo asfalto e novo traçado — é um bom lugar para tentar essa opção”, finalizou.