Ong Beng Seng, magnata promotor do GP de Singapura, foi condenado a pagar US$ 23.400 (R$126.177, na cotação mais recente) por caso de corrupção envolvendo o ex-ministro de transporte do país, Subramaniam Iswaran. O hoteleiro já havia se declarado culpado pelo ocorrido, mas a saúde debilitada o livrou de penas maiores.
O malaio de 81 anos admitiu no início de agosto que fez parte do esquema de corrupção que envolveu grandes nomes do país. Seng confessou que oferecia presentes à Iswaran e que aceitava ofertas de mais de US$ 300 mil (R$1,61 milhão). Entre os presentes, estavam hospedagens e ingressos para eventos, incluindo o GP de Singapura.
Seng chegou a ser preso dois anos atrás e poderia receber pena de até sete anos. Entretanto, a sentença pelas acusações seguiu outro trajeto. Na última sexta-feira (15), o júri levou em consideração as condições de saúde do bilionário e o ofereceu “clemência judicial”. Seng tem mieloma múltiplo, um tipo raro de câncer que afeta a medula óssea.
Além disso, o caso também acusava Seng de facilitar uma viagem do ex-ministro de Singapura ao Catar, com todas as despesas inclusas, no valor de cerca de US$ 16 mil (na cotação atual, mais de R$ 86 mil).

O juiz do caso, Lee Lit Cheng, afirmou que uma pena apropriada para Seng seria três meses na prisão, opção que não foi escolhida. “Isso poderia colocar a vida dele em risco”, explicou Cheng.
O bilionário é dono do Grupo Hotel Properties Limited (HPL), que controla a Lushington Entertainment, companhia que, junto da Komoco Motors, forma a Singapore GP Pte Ltd, empresa promotora da corrida de Fórmula 1 em Marina Bay.
A Fórmula 1 volta às pistas após o recesso de verão, entre os dias 29 e 31 de agosto, para o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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