A Red Bull conviveu com algumas mudanças polêmicas de pilotos nos últimos anos da F1, incluindo trocas realizadas durante a temporada. Desde 2016, nomes como Max Verstappen, Alexander Albon, Pierre Gasly, Liam Lawson e Yuki Tsunoda estiveram envolvidos nessas movimentações. Laurent Mekies, atual chefe da equipe, admitiu o forte impacto psicológico causado por promoções e rebaixamentos, assim como destacou que o grupo tem trabalhado para proteger pilotos e funcionários.
A equipe de Milton Keynes tem enfrentado dificuldades para encontrar um companheiro estável para Max Verstappen. Desde a saída de Daniel Ricciardo, em 2018, Sérgio Pérez foi o piloto que permaneceu por mais tempo no cargo, com quatro temporadas marcadas por fortes críticas, que culminaram em sua demissão ao fim de 2024, mesmo com ainda dois anos de contrato em vigor. A aposta atual está em Isack Hadjar, que fez boa temporada de estreia na F1 2025 pela Racing Bulls.
Antes de ser promovido à Red Bull durante a temporada de 2025, Mekies estava à frente da Racing Bulls quando recebeu novamente Liam Lawson, rebaixado após apenas duas corridas como companheiro de Verstappen. O dirigente acompanhou de perto o impacto psicológico sofrido pelo neozelandês e afirmou que a saúde mental influencia diretamente o desempenho dos pilotos.
“Estamos muito conscientes de que o impacto psicológico é enorme”, explicou Mekies durante o Autosport Business Exchange. “Mas isso não vale apenas para situações envolvendo o segundo carro, e sim para qualquer atleta de altíssimo nível. Aquela última parcela de desempenho está intimamente ligada a como você se sente, ao apoio que recebe e ao que está passando pela sua mente”, completou.

Mekies ressaltou que parte do trabalho da Red Bull tem sido criar um ambiente mais saudável, não apenas para os pilotos, mas para todos os colaboradores da equipe.
“Por isso, estamos realmente tentando oferecer aos nossos pilotos o melhor ambiente possível para que possam expressar seu talento. Mas esse é o mesmo espírito que buscamos para todos os nossos funcionários”, comentou o chefe da Red Bull.
“Da mesma forma que é preciso criar um ambiente para que os pilotos se expressem e sejam rápidos, também é necessário criar isso para que engenheiros, mecânicos e toda a equipe possam expressar potencial e talento da melhor maneira possível. No fim das contas, é exatamente a mesma lógica”, finalizou o dirigente.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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