O anúncio de Logan Sargeant na Williams em 2023 foi recebido com bons olhos por Christian Horner. O chefe da Red Bull destacou o crescimento da Fórmula 1 nos Estados Unidos após a passagem da categoria por Austin, no último fim de semana, e destacou que mais pilotos americanos podem chegar à elite do automobilismo mundial em breve.

Sargeant ainda depende dos pontos da superlicença — tem 27 e precisa de mais 13 para atingir os 40 exigidos pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) —, e o time de Grove está disposto a acelerar o processo dando ao pupilo a chance de andar nos treinos livres restantes, no México e em Abu Dhabi. Mesmo assim, a escolha pelo jovem da Fórmula 2 foi vista por Horner como “uma grande notícia”.

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Logan Sargeant só precisa da superlicença para correr na Williams em 2023 (Foto: AFP)

“Parabéns a Jost e à Williams por alcançarem esse objetivo — claro que ainda sujeito à superlicença —, que acredito ser outro tópico para o qual talvez tenhamos de olhar”, continuou o inglês. “Mas acho que vimos o crescimento dos Estados Unidos, vimos o entusiasmo que há. Eu fui em Las Vegas no início da semana e também estou vendo os planos para essa corrida, que será um evento épico”, acrescentou.

Em 2021, a corrida americana registrou recorde de público na F1: 400 mil espectadores, número que foi superado este ano pela etapa da Austrália. Horner chamou atenção para o envolvimento visto mais uma vez com a torcida e disse que a categoria precisa aproveitar esse crescimento.

“Você pode ver que o público está realmente engajado com a F1, e acho que precisamos de um piloto americano. Não apenas um piloto, mas um piloto de sucesso competindo. Não apenas um Brad Pitt”, comparou, referindo-se ao astro de Hollywood.

“Então eu acho que é empolgante para a Fórmula 1, são tempos empolgantes, e o esporte está crescendo e se desenvolvendo. E acho que veremos mais talentos americanos crescendo e se desenvolvendo”, concluiu Horner.

Caso se confirme, a F1 terá um piloto americano novamente no grid depois de oito anos, quando Alexander Rossi disputou cinco provas com a Manor em 2015. Na ocasião, o piloto não teve contrato renovado e partiu para a Indy em 2016, onde venceu as 500 Milhas de Indianápolis pela Andretti.