Laurent Mekies demonstrou confiança de que a Fórmula 1 vai encontrar uma solução para ajustar o regulamento de unidades de potência nos próximos anos, em meio às discussões sobre mudanças no equilíbrio entre motor a combustão e energia elétrica. O chefe da Red Bull afirmou acreditar que os fabricantes deixarão os interesses individuais de lado e chegar a um consenso para melhorar as corridas — e, consequentemente, atender críticas feitas por Max Verstappen ao atual conceito.
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) trabalha para alterar a divisão igualitária entre combustão e eletrificação, tentando implementar um modelo de 60% da potência vinda do motor térmico e 40% da elétrica a partir de 2027. A proposta ganhou força após reclamações de pilotos — especialmente Verstappen — sobre o excesso de gerenciamento de energia e a perda de naturalidade nas disputas.
Apesar disso, Audi, Ferrari e Honda são apontadas como resistentes à mudança imediata e preferem adiar a implementação para 2028, o que ameaça a aprovação, já que é necessária uma maioria qualificada entre as montadoras. Ainda assim, Mekies acredita que a categoria encontrará um caminho comum em favor do espetáculo.
“Estou otimista de que vamos encontrar as soluções corretas e de que teremos uma maioria de pessoas concordando sobre melhorar as corridas. Porque, quando falamos do que importa para o esporte, em algum momento todos vamos deixar de lado aquilo que sentimos que pode ou não fazer pela competitividade relativa para dar um passo na direção certa para o esporte. Acredito que, no fim, vamos chegar a esse ponto”, afirmou.

Segundo os planos da FIA, a mudança passaria por aumento do fluxo de combustível e da capacidade do tanque, além de redução na entrega de energia elétrica. Entretanto, ajustes no hardware das unidades de potência trazem obstáculos financeiros e técnicos para as montadoras. Mekies, porém, minimizou o impacto econômico e defendeu uma solução definitiva.
“Não acho que o volume de investimento seja relevante perto do tamanho do esporte. Deixe-me dizer desta forma: precisamos resolver isso de uma vez por todas e não transformar esse assunto em um debate recorrente”, destacou.
“Estamos vendo uma batalha fantástica na pista. Há muitos aspectos positivos no que estamos assistindo. Mas existe uma parte que queremos melhorar, e precisamos fazer isso de uma vez por todas”, encerrou.
Para a Red Bull, a discussão ganhou ainda mais peso depois de Verstappen afirmar recentemente que um modelo de divisão 60/40 representa o mínimo necessário para que siga satisfeito com a F1 sob o atual regulamento. O neerlandês também admitiu que a manutenção do conceito atual tornaria a categoria “mentalmente inviável”, reacendendo especulações sobre o futuro na categoria, especialmente diante do envolvimento crescente com corridas de endurance.
A Fórmula 1 retorna entre os dias 5 e 7 de junho, com a realização do GP de Mônaco, sexta etapa da temporada 2026.
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