Laurent Mekies negou que existam conversas entre Red Bull e Aston Martin a respeito de um possível fornecimento de unidades de potência a partir da temporada 2028 da Fórmula 1. De acordo com o dirigente, a marca de bebidas energéticas ainda tem muito o que aprimorar na integração entre carro e motor antes de pensar em possuir clientes dentro da categoria.
No fim de agosto, o site italiano AutoRacer trouxe a informação de que Lawrence Stroll estava insatisfeito com a performance do propulsor da Honda e, por isso, já cogitava a possibilidade de abrir conversas com Mercedes ou Red Bull. Isso, no entanto, só aconteceria daqui a duas temporadas, uma vez que o dono da Aston Martin deseja dar mais uma oportunidade à fabricante japonesa em 2027.
Embora Fernando Alonso e Lance Stroll tenham apontado certa evolução com a nova versão da unidade de força no GP dos Países Baixos, principalmente em relação à entrega de potência, outros pontos viraram motivos de preocupação. O bicampeão mundial, inclusive, disse que a equipe “voltou à estaca zero”, com problemas na dirigibilidade e também na troca de marchas.
A própria Honda descartou qualquer tipo de “mágica” com o motor e anunciou que não haverá qualquer outra grande melhoria em 2026. A fabricante tem direito a duas atualizações neste ano e outras duas no próximo, isso com base no ranking do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, da sigla em inglês), divulgado pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
Por outro lado, a Red Bull foi apontada como referência, pelo menos na questão do motor a combustão, o que impossibilita a escuderia de Max Verstappen de alcançar qualquer ganho de performance. Mesmo que, em eficiência geral, os taurinos fiquem atrás da unidade de potência da Mercedes, ainda é uma grata surpresa, visto que é a primeira vez da marca como fabricante na F1.
Sendo assim, durante entrevista coletiva em Austin, palco do GP dos Estados Unidos do último fim de semana, Mekies foi questionado se a Aston Martin chegou a procurar a base de Milton Keynes para abrir negociações. O chefe da equipe explicou que eles ainda estão focados somente em produzir para o time principal e também para a Racing Bulls, sem qualquer previsão de possuir outras clientes.

“Recebemos muita publicidade positiva indesejada sobre o desempenho do nosso motor, e isso certamente chamou a atenção de muitas equipes”, começou. “Estamos tendo conversas sérias com alguém para fornecer motores para outra equipe? Não, não nos sentimos prontos para isso. Isso é algo definido para os próximos cinco anos? Também não, porque não sei o que vai acontecer nos próximos cinco anos”, seguiu.
“Mas, com certeza, temos muito trabalho pela frente para melhorar a unidade de potência, aprimorar a integração com o carro e alcançar o nível das melhores rivais, antes de considerarmos a possibilidade de fornecer motores para mais uma equipe além da Racing Bulls. Portanto, nada mudará no próximo ano ou nos próximos meses”, encerrou Mekies.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Cidade do México, 19ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Horários do GP da Cidade do México da F1 2026
O GP da Cidade do México acontece de 30 de outubro a 1º de novembro, no Autódromo Hermanos Rodríguez, com treinos livres, classificação e corrida.
| Dia | Sessão | Brasil | Portugal | Angola | Cabo Verde | Moçambique |
|---|---|---|---|---|---|---|
| Sexta, 30/10 | TL1 | 15h30 | 18h30 | 19h30 | 17h30 | 20h30 |
| Sexta, 30/10 | TL2 | 19h | 22h | 23h | 21h | 0h |
| Sábado, 31/10 | TL3 | 14h30 | 17h30 | 18h30 | 16h30 | 19h30 |
| Sábado, 31/10 | Classificação | 18h | 21h | 22h | 20h | 23h |
| Domingo, 1º/11 | Corrida | 17h | 20h | 21h | 19h | 22h |
Horário de Brasília para o Brasil e de Portugal continental e Madeira para Portugal.