Com duas vitórias consecutivas nas etapas mais recentes da Fórmula 1, a Red Bull deu um salto considerável de competitividade em relação ao início do ano. Ainda assim, com o foco virado para a disputa de novos títulos, o diretor-técnico Pierre Waché ressaltou que ainda há trabalho a fazer.

Questionado sobre o nível de satisfação da Red Bull com a própria evolução após duas vitórias de Max Verstappen, em Sepang e Singapura, Waché foi claro: não haverá satisfação até que o time esteja perto de uma taça. Até lá, para o diretor, o trabalho deve seguir a todo vapor.

“Você nunca está satisfeito com o que alcança”, disse Waché ao portal RacingNews365. “Nós forçamos até encontrar alguma coisa; você nunca sabe quando vai acontecer. E, se não funcionar, você aprende algo e tenta de novo”, explicou.

“É um processo de aprendizado, com o objetivo não de vencer apenas uma corrida, mas o campeonato. É uma constante: enquanto não estivermos vencendo os campeonatos, não ficamos satisfeitos — e as dúvidas seguem. Mas não são dúvidas sobre capacidade”, afirmou.

Apesar de já ter se consolidado como uma das equipes de ponta da F1 há bastante tempo, a Red Bull entrou em um novo terreno em 2026: o das montadoras. Estreando um novo motor, a marca encara o desafio de bater de frente com fabricantes já estabelecidas, como Ferrari, Mercedes e até a Honda.

Justamente por isso, Waché foi questionado sobre o que seria mais difícil: manter uma equipe vencedora na primeira colocação ou conduzir um time que já venceu ao nível mais alto novamente. E, sem menosprezar a dificuldade de vencer na F1, o diretor não titubeou na escolha.

Pierre Waché ressaltou que não estará satisfeito até voltar à briga pelo título (Foto: Red Bull Content Pool)

“É difícil de manter. Acho que uma organização vencedora é sempre dinâmica; mudanças acontecem por causa das ambições das pessoas, do desenvolvimento e também porque você quer que os jovens evoluam”, analisou.

“Claro, vencer contra essa concorrência é muito difícil. É isso que torna esse esporte fantástico, porque não é fácil. É uma das competições de engenharia mais difíceis do mundo. E isso é o mais complicado: encontrar ideias melhores que os outros”, finalizou Waché.

A Fórmula 1 tira uma folga neste fim de semana e retorna entre os dias 23 e 25 de outubro, para a disputa do GP dos Estados Unidos. A etapa de Austin será a 18ª da temporada 2026.