George Russell chega para o GP de Singapura com uma missão complicada. 84 pontos atrás do líder do campeonato Andrea Kimi Antonelli, o britânico da Mercedes terá de pagar uma punição por troca de motor e será forçado a largar do fundo do grid em uma das pistas mais difíceis de ultrapassar de toda a Fórmula 1.

Em entrevista ao site da categoria, Russell prometeu “ataque total”, apesar de reconhecer que a punição não é ideal por dois motivos. Na última etapa, em Sepang, George tinha um pódio encaminhado até sofrer uma quebra de motor nas voltas finais, vendo a vantagem de Antonelli na liderança crescer mais ainda.

“Ataque total, tentar aproveitar o fim de semana. Obviamente, se você puder escolher onde tomar a punição, na temporada, esta corrida estaria no fundo da lista, só à frente de Mônaco, mas pelo jeito que as coisas aconteceram, não temos escolha a não ser aceitar aqui. E também por ser muito cedo, faltam 7 corridas para o fim da temporada, acho que vamos tomar mais uma. Não é uma situação ideal, mas Singapura é um lugar que amo e, vou tentar crescer no pelotão”, declarou.

Para a corrida em Singapura, uma novidade é que a Mercedes vai reverter a atualização que não deu certo na Malásia, trazendo de volta o carro com que Russell anotou um grand-chelem no GP do Azerbaijão, duas semanas atrás.

“Está de volta [carro de Baku]. Malásia foi nosso pior fim de semana no ano como time em termos de ritmo, classificação. É claro que nós dois estaríamos no pódio, mas foi difícil. Não sei se foi específico da Malásia ou algo com a atualização. Não tem um grande sinal de que foi a atualização, mas você não mede performance na F1 baseado no quanto de downforce um carro produz, e sim com o cronômetro, que não foi bem na Malásia. Vamos ver neste fim de semana, estou feliz por voltar a este pacote e comparar. Não estou em nenhuma briga neste fim de semana quando se fala de campeonato, é o lugar para se testar”, seguiu.

Apesar de ter surgido como favorito ao título por conta da superioridade da Mercedes, Russell se vê em desvantagem contra o surpreendente companheiro de equipe Andrea Kimi Antonelli, que já tem 84 pontos de vantagem e está em contagem regressiva para conquistar o título. George admite que tem culpa, apesar de azares como na Malásia.

“Não acho que minha performance tem sido boa neste ano, independente de sorte e azar. E sinto que, sempre que eu tenho azar, posso ficar decepcionado, mas quero focar nas coisas que tenho controle. Em todos os meus anos de F1, sempre tive um bom histórico contra os meus companheiros na classificação. Acho que era algo de 80% a 20, e neste ano, estou 40 a 60, ou talvez menos. E isso mostra que eu não estou fazendo um trabalho tão bom independente de sorte ou azar. Acho que é por isso que não me afeta muito, e afetaria em circunstâncias diferentes. Toda semana eu acordo, olho no espelho e me pergunto o que posso fazer melhor”, completou.