Sergio Pérez revelou que precisou fazer algumas sessões de terapia para conseguir alcançar resultados melhores assim que chegou à Red Bull, na temporada 2021 da Fórmula 1. O mexicano, no entanto, disse que a ideia foi de Helmut Marko, então consultor da equipe, que, de acordo com ele, assumiu a responsabilidade de pagar cerca de £ 6 mil (R$ 43,5 mil, na cotação mais recente) por cada hora de acompanhamento que o piloto realizava.
O atual titular da Cadillac competiu ao lado de Max Verstappen no time de Milton Keynes por quatro anos, tendo um papel importante principalmente em 2022 e 2023, quando os taurinos venceram o Mundial de Construtores. No entanto, Checo admitiu que as boas performances pela escuderia dos energéticos só apareceram depois de começar a conversar com um psicólogo.
“Assim que cheguei à Red Bull, nas primeiras corridas em que não obtive resultados, eles me disseram: ‘O que você precisa é de um psicólogo. Você tem de procurar um psicólogo'”, afirmou em participação recente no podcast mexicano Cracks, do empresário Oso Trava. “Estava aberto a tudo, claro”, continuou.
“Então falo com o psicólogo e digo: ‘Oi, pode me chamar de Sergio Pérez, blá, blá, blá’. Era um cara inglês. Eu não tinha tempo para uma sessão naquele momento, mas combinamos de nos encontrar mais tarde”, recordou.

“Um dia cheguei à fábrica da Red Bull e me disseram: ‘Ei, tem uma conta para você. £ 6 mil para o psicólogo. Pode mandar para Helmut, por favor? Ele vai pagar’. Eram £ 6 mil por uma ligação”, acrescentou Pérez, rindo da situação. “Mais tarde, Helmut perguntou como estava indo. ‘Perfeito, está tudo indo bem’, respondi. E foi assim que mantivemos o tratamento por três anos, sendo curado pelo psicólogo”, sublinhou.
“Os resultados começaram a aparecer, então, no fim das contas, aquelas ligações funcionaram”, apontou Pérez. No entanto, o mexicano também citou a fase difícil em 2024, quando mais uma vez sofreu para conseguir bons resultados e acabou sendo substituído por Liam Lawson para 2025.
“Então, nos últimos anos, foi tanta coisa que eu dizia: ‘Bom, talvez realmente precise de ajuda — os resultados não estão aparecendo’. Procurei por todos os lados, mas, no fundo, sabia perfeitamente que, quando você tem um carro em que fica pensando no que vai acontecer, no que ele vai fazer, em qual curva você vai bater, você não consegue ser rápido”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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