A temporada 2025 chegou ao fim com a McLaren estabelecendo a segunda maior diferença da história da Fórmula 1 entre campeã e vice-campeã no Mundial de Construtores. Com o segundo lugar de Oscar Piastri e o terceiro de Lando Norris no GP de Abu Dhabi, os ingleses encerraram o campeonato com 833 pontos.

O vice ficou com a Mercedes, que anotou 10 tentos com o quinto lugar de George Russell e fechou 2025 com 469 — uma diferença de 364 para os papaias. Terceira colocada, a Red Bull é quem detém o recorde, estabelecido em 2023. Na ocasião, foi campeã ao somar nada menos do que 451 pontos a mais que a Mercedes (860 × 409).

O curioso é que o domínio de Max Verstappen foi tão grande no ano que marcou o tricampeonato que apenas os pontos dele seriam suficientes para dar o título de Construtores aos taurinos. Em 2023, o neerlandês conquistou o título com 575 pontos.

Claro que a enorme diferença é em função do atual sistema de pontos da F1, em vigor desde 2010, que premia o vencedor com 25 tentos e o segundo colocado com 18. Além disso, o calendário conta com corridas sprint em alguns eventos desde 2021. As provas curtas dão 8 pontos ao vencedor e 7 ao segundo colocado.

Lando Norris, o 35º campeão mundial da história (Foto: AFP)

No formato anterior de pontuação, com 10 ao vencedor e 8 ao segundo, a Ferrari é quem lidera o ranking de maior diferença em um Mundial de Construtores. No auge da era comandada por Michael Schumacher, encerraram 2004 — ano do hepta do alemão — com 143 de vantagem sobre a BAR Honda (262 × 119).

Mas a McLaren também tem na conta outro impressionante número, e em uma época em que a pontuação era ainda mais reduzida. Com Ayrton Senna e Alain Prost, dominou por completo 1988 e foi campeã com 134 pontos de diferença para a Ferrari (199 × 65). Neste período, o vencedor levava 9 tentos e o segundo, 6. E em 16 GPs disputados, perdeu somente um, justamente para o time de Maranello.

Fórmula 1 volta no dia 9 de dezembro com os testes coletivos da pré-temporada, em Abu Dhabi.

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Calendário F1 2026: quais corridas estarão presentes na nova temporada da Fórmula 1

Fórmula 1 e a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgaram em junho o calendário da temporada de 2026. A categoria manteve os 24 eventos, mas realizou algumas mudanças. A principal é a saída do GP da Emília-Romanha, em Ímola, para a entrada do GP da Espanha, em Madri. Além disso, o GP de Mônaco acontecerá em junho, enquanto o GP do Canadá foi movido para maio, conflitando as datas com a Indy 500. O GP de São Paulo segue no calendário como a 21ª etapa.

Assim como em 2025, a temporada 2026 da F1 tem início em Melbourne, na Austrália, mas agora entre os dias 6 e 8 de março. E a sequência de corridas segue praticamente a mesma, passando por ChinaJapãoBahrein, Arábia Saudita e Miami. A primeira grande mudança acontece já na sétima etapa, com o GP do Canadá

Veja como ficou o calendário da F1 2026.

F1 2026 na Globo: saiba quais corridas a TV aberta vai transmitir

Um dia depois do fim da temporada 2025, que consagrou Lando Norris como campeão, a Globo, divulgou nesta segunda-feira (8) mais detalhes sobre a cobertura do Mundial no ano que vem. A emissora, que volta a transmitir o Mundial, confirmou os 15 GPs que serão exibidos na TV aberta.

Em 2026, a Globo vai transmitir a F1 pela primeira vez desde 2020, após fechar um novo acordo com o Liberty Media em julho. E, para esse primeiro ano do retorno, veja aqui todos os detalhes da cobertura e quais serão as corridas que a emissora vai transmitir.