Max Verstappen elogiou a iniciativa de Lando Norris de criar uma equipe própria para revelar jovens pilotos, mas descartou seguir o mesmo caminho com uma estrutura dedicada às categorias de monopostos. O tetracampeão mundial afirmou que prefere concentrar os projetos fora da Fórmula 1 no endurance e no automobilismo virtual, onde já trabalha na preparação de novos talentos.
Norris anunciou recentemente a criação da própria equipe de base, a LN4 Fusion, que adquiriu ativos da AIX Racing e começará a competir em 2027 na F3, Fórmula Regional Europeia (FREC) e F4 Italiana. Somado a isso, também lançou o LN4 Legacy Programme, um projeto que tem a intenção de financiar as carreiras de jovens pilotos.
A iniciativa foi apresentada como uma forma de retribuir ao automobilismo. Para Verstappen, a proposta ganha ainda mais importância diante do aumento dos custos para competir nas categorias de base, que dificulta o acesso de jovens pilotos com talento, mas sem recursos financeiros.
“Está difícil no momento, os custos estão aumentando. Então, quanto mais você puder ajudá-los, melhor. Alguns grandes talentos não têm muito dinheiro, então criar esse tipo de iniciativa é ótimo”, acrescentou.
O próprio Verstappen também mantém uma estrutura no automobilismo, mas escolheu uma direção diferente da adotada por Norris. Os projetos do neerlandês estão concentrados no endurance, e o piloto da Red Bull afirmou que prefere manter as atividades separadas das categorias de monopostos.
“Não, na verdade não, pelo menos da minha parte”, respondeu Verstappen quando questionado sobre a possibilidade de criar uma equipe de monopostos. “Gosto do lado do endurance, e combinar endurance e carros de Fórmula é muito complicado”, explicou.

Verstappen também destacou que prefere trabalhar com pilotos que já possuem experiência, sem deixar de ajudar jovens que ainda estão tentando encontrar espaço no automobilismo profissional. O trabalho com novos talentos também passa pelo automobilismo virtual.
A estrutura ligada do tetracampeão conta com uma empresa de simuladores, que é utilizada como parte da preparação de pilotos antes e durante a carreira nas categorias de base.
“Gosto mais de estar do outro lado, trabalhando com pilotos estabelecidos, mas também com jovens que estão descobrindo que esse é um mundo muito louco”, explicou.
“Nós também podemos prepará-los por meio da empresa de simuladores que temos. De qualquer forma, estamos treinando muitos pilotos de F2, F3 e F4. Estou muito feliz com o que estou fazendo”, concluiu.
A Fórmula 1 volta entre os dias 24 e 26 de setembro, com o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada.