Alguns dias após o GP da Hungria, James Vowles lembrou do incidente entre Carlos Sainz e Oscar Piastri e disse que Fernando Alonso também teve influência no que aconteceu. O chefe da Williams não isentou a equipe da responsabilidade, mas pontuou que o bicampeão mundial deveria ter dado passagem ao titular da McLaren em vez de partir para cima do compatriota na curva 2 em Budapeste.
Isso porque o espanhol do time de Grove estava à frente do rival da Aston Martin no início da volta 39, momento em que tudo aconteceu. Ambos já recebiam a sinalização de bandeira azul para que deixassem o australiano ultrapassá-los, só que o desfecho foi diferente: Alonso atacou Sainz na primeira curva, ganhou a posição momentaneamente antes de perdê-la e, então, jogou por dentro na curva seguinte, quando Piastri já estava colado atrás.
E foi exatamente nessa hora que Carlos, ao voltar para a linha normal de corrida, tocou no carro de Oscar, prejudicando o piloto papaia, que posteriormente perdeu a liderança para Lando Norris. O espanhol foi então punido com 5s no tempo final de prova, enquanto o #81 da McLaren abandonou aproximadamente 20 voltas depois, devido a uma falha no câmbio, nada relacionado ao incidente.
“Fernando recebeu várias luzes azuis intermitentes ao longo de todo o percurso e, na verdade, permaneceu à frente de Oscar. Isso precisa ser feito em ordem, então Fernando deveria ter cedido a posição antes. O que aconteceu foi que ele não fez isso”, começou Vowles ao site da Williams.
“Ele aproveitou a oportunidade para ultrapassar Carlos por dentro na primeira curva. Naquele momento, Carlos passou a ser o carro de trás e, quando isso acontece, há vários postos de fiscalização nos quais é preciso ceder a posição. No entanto, na reta em direção à curva 2, Carlos voltou a ficar à frente e, com isso, Fernando voltou a ser o carro de trás, com os painéis luminosos acionados”, seguiu.
“Mais uma vez, ao entrar na curva seguinte, Fernando colocou o carro por dentro de Carlos, o que fez com que Carlos passasse novamente a ser o carro de trás. É possível ver no vídeo que, quando Carlos voltou a alinhar o carro, foi nesse momento que Oscar apareceu por dentro. O que complicou a situação foi justamente o fato de não haver um sistema automático, o que fez com que os carros permanecessem em suas posições por mais tempo do que talvez devessem”, explicou.

“Além disso, é preciso saber exatamente qual é o carro que está atrás no momento certo. Não houve qualquer tentativa de bloquear Oscar ou algo parecido. Na verdade, naquela situação havia outro carro atrás do nosso e, provavelmente, ele deveria ter dado passagem antes de nós”, enfatizou.
No fim, apesar de ter deixado claro que Alonso também influenciou na situação, Vowles não tirou a responsabilidade da Williams, que avisou Sainz sobre a aproximação de Oscar. No entanto, a comunicação aconteceu no fim da reta principal, não no trecho entre as curvas 1 e 2, que seria o ponto ideal para isso.
“O que fizemos foi comunicar a Carlos, na entrada da primeira curva, que Oscar estava se aproximando. O que deveríamos ter feito, já que, no fim das contas, ainda disputávamos uma posição que não valia pontos, era avisá-lo no momento em que ele estava emparelhado com Fernando na reta em direção à curva 2. É isso que quero dizer quando afirmo que a culpa foi nossa”, encerrou.
A Fórmula 1 está de férias. A categoria retoma as atividades da temporada 2026 de 21 a 23 de agosto, com o GP dos Países Baixos, em Zandvoort.
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