Toto Wolff criticou a postura dos pilotos da MotoGP, que, de acordo com ele, “não sabem nada do que está acontecendo”, de criarem um alvoroço a respeito da realização do GP do Catar deste fim de semana. Em entrevista coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO nesta sexta-feira (6), o chefe da Mercedes disse que confia na decisão da Fórmula 1 e da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) sobre as duas últimas corridas da temporada 2026.
Devido aos conflitos no Oriente Médio entre Estados Unidos e Irã, boa parte dos competidores da principal categoria da motovelocidade se opôs à realização da etapa no Circuito Internacional de Lusail. A Yamaha, por exemplo, optou por não viajar para a região, o que garantiu as ausências de Álex Rins, Augusto Fernández, Fabio Quartararo e Jack Miller.
O fim de semana da MotoGP, no entanto, tem acontecido normalmente até aqui. Mas a situação, claro, virou assunto durante as entrevistas do GP de São Paulo, com alguns chefes de equipe e pilotos sendo questionados sobre a decisão da F1 de garantir a continuidade das provas no Catar e em Abu Dhabi no calendário.
“Stefano e Mohammed foram bastante claros em relação à situação: a F1 segue as diretrizes internacionais, levando em consideração eventuais restrições de viagem, companhias aéreas que deixam de operar voos, quaisquer alertas na região e o tipo de orientação emitida pelos governos locais. Portanto, não se trata apenas da posição dos promotores, mas também das orientações dos governos locais. Na minha opinião, é nisso que precisamos nos basear. E concordo plenamente com essa postura”, começou Wolff.
“Acho que, quando pilotos se manifestam sobre questões geopolíticas, mesmo sem saber praticamente nada sobre o que está acontecendo, mas tendo um público que os escuta, isso acaba gerando repercussão na mídia. Mas eu teria feito o mesmo que a direção da MotoGP fez. Quer correr? Vá. Não quer? Não vá. É simples assim. Cada um pode tomar sua própria decisão a respeito, e eu respeito isso”, seguiu.
“É claro que precisamos ficar atentos ao que vai acontecer nos próximos dias e semanas. Stefano está acompanhando tudo de perto para monitorar a situação. Se as coisas ficarem mais perigosas e recebermos esse tipo de informação, ele será o primeiro, junto com Mohammed, a proteger as pessoas que estavam previstas para viajar. Por isso, estou seguindo as orientações deles, com base no que tenho ouvido”, declarou.

Embora o assunto não tenha sido discutido dentro da Mercedes, Wolff indicou que nenhum funcionário será obrigado a viajar caso se sinta inseguro.
“Internamente, esse assunto não foi levantado nem chegou a ser discutido. Mas, também nesse caso, se alguém não se sentir confortável para viajar, seja homem ou mulher, essa é uma decisão que eu sempre respeitaria. Talvez essa seja até uma oportunidade para dar uma chance a outra pessoa. Isso não mudaria em nada a nossa relação. Sempre respeitei quem não quis ir a determinadas corridas, e é assim que vejo a situação neste momento”, encerrou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP de São Paulo, 20ª etapa da temporada 2026 da Fórmula 1, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
Além disso, o GP está in loco em Interlagos com os repórteres Evelyn Guimarães, Luana Marino, Vicente Soella e Daniel Balsa.
F1 2026: confira horários do GP de São Paulo no Brasil, em Portugal, Cabo Verde, Angola e Moçambique
| DIA | ATIVIDADE | BRA* | POR | CBV | ANG | MOZ |
| 8/11 | Corrida | 14:00 | 17:00 | 16:00 | 18:00 | 19:00 |
*Horários de Brasília