Yuki Tsunoda admitiu que se sentiu como um novato novamente no primeiro dia de volta à Racing Bulls. Convocado às pressas para disputar o GP dos Países Baixos, o japonês precisou se adaptar rapidamente aos carros da Fórmula 1 2026, mas ficou satisfeito com performance apresentada nesta sexta-feira (21) e o 12º lugar no grid da corrida sprint.

Tsunoda voltou à Racing Bulls por conta da ausência de Isack Hadjar, que lesionou o pulso e não pôde disputar a etapa em Zandvoort, sendo substituído por Liam Lawson na Red Bull. Com isso, a vaga deixada pelo neozelandês na equipe de Faenza ficou com o japonês.

O retorno aconteceu sem muito tempo de preparação. Tsunoda, que passou pouco mais de quatro temporadas na equipe entre 2021 e 2025, atua em 2026 como piloto de testes e reserva das equipes ligadas à Red Bull após perder o posto de titular. O chamado para correr nos Países Baixos aconteceu apenas na terça-feira. Além disso, Tsunoda nunca havia pilotado um carro da geração de 2026.

O japonês terminou o treino livre em 17º em uma pista úmida e conseguiu avançar ao SQ2 na classificação sprint, ficando a apenas 0s009 de Lawson, que também acabou eliminado na segunda parte da sessão. Apesar do resultado, o piloto reconheceu que a adaptação aos novos carros trouxe dificuldades e comparou a experiência a uma nova estreia na F1.

“Especialmente nas condições de chuva, foi bastante surpreendente o ritmo que consegui encontrar. Acho que também era praticamente a primeira vez de todos nessas condições com os carros de 2026, então as coisas ficaram um pouco mais equilibradas”, disse.

“Considerando que foi a primeira vez neste carro, fiquei satisfeito. Mas, no seco, tive um pouco mais de trabalho. Para ser sincero, tudo parece que sou um novato de novo. A pressão dos freios, tudo, é muito diferente dos anos anteriores”, continuou.

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Tsunoda avançou ao SQ2 e larga em 12º na sprint dos Países Baixos (Foto: Red Bull Content Pool)

“Preciso me adaptar rapidamente. Pilotei o carro do ano passado, que provavelmente é um dos mais rápidos da história, gosto muito de guiá-lo nos testes com carros antigos. Vir para este carro é uma sensação muito diferente, especialmente nas curvas de alta velocidade”, afirmou.

O japonês também destacou que o formato da classificação sprint tornou o processo ainda mais delicado. Com apenas dois jogos de pneus disponíveis, Tsunoda precisou encontrar rapidamente o limite do carro sem comprometer o composto antes das voltas decisivas.

“Você tem dois jogos de pneus e não quer danificá-los logo de cara. Foi bastante complicado. No fim, estou bastante satisfeito com o desempenho que tive na classificação sprint. Obviamente, ainda há algumas coisas que posso melhorar”, afirmou.

O traçado de Zandvoort também exige cautela no processo de adaptação. Com poucas áreas de escape, Tsunoda explicou que precisa construir a confiança aos poucos para explorar o limite do carro.

“É uma pista tradicional, não há muito espaço nas áreas de escape, então você quer evoluir gradualmente. Gosto desse processo”, declarou.

“O principal objetivo é amanhã, na classificação. Até agora, acho que estou conseguindo evoluir bem de sessão para sessão. Estou animado para fazer uma sequência mais longa amanhã, porque é disso que preciso para ter todos os dados antes da classificação e da corrida”, completou Tsunoda.

GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP dos Países Baixos, 12ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificações e corridas em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.

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