O GP da Holanda retorna ao calendário da Fórmula 1 em 2020 no circuito de Zandvoort, que já chama atenção por uma peculiaridade no traçado. A curva 13, a final da pista, terá uma inclinação de 18 graus, o que é inexistente nas outras provas do campeonato.
A inclinação de 32% é duas vezes maior que a de Indianápolis, que sediou corridas da F1 entre 2000 e 2007. A mais famosa delas aconteceu em 2005, quando 14 carros boicotaram a prova por conta de problemas nos pneus Michelin, que não suportavam a pressão da curva.
Diretor-esportivo do GP da Holanda, Jans Lemmers afirmou que os pneus, hoje fornecidos pela Pirelli, não serão problema no dia 3 de maio de 2020, e explicou as diferenças das inclinações de Zandvoort e Indianápolis.

#iconeimagem Zandvoort busca ser o palco do GP da Holanda de 2020 (Foto: Jarno Schurgers/Red Bull Content Pool)
"Eu não espero problemas com pneus, e existem dois motivos para isso. O primeiro é que a curva de Indianápolis é bem maior que a nossa. Então a pressão sobre os pneus era muito maior. E as curvas de Indianápolis tem uma inclinação linear. Aqui temos uma progressiva, quase parecida com uma de bobsled”, disse Lemmers ao site ‘GPfans.net’.
"Também falamos com a Pirelli desde o momento em que pensamos em criar uma curva com inclinação em Zandvoort. Falamos com eles diariamente e dando atualizações e informações que temos", continuou.
Zandvoort sediará uma corrida da F1 pela primeira vez desde 1985. Lammers valorizou as características da pista, que traz a inclinação de volta para a categoria e deve desafiar vários pilotos a se adaptarem com a novidade.
"Nenhum circuito moderno tem uma inclinação deste nível no design da pista. Maio de 2020 não marcará apenas a volta do GP da Holanda, mas também a volta de uma curva inclinada na F1, e isso torna mais especial. Os pilotos estão familiarizados com pistas normais, mas não uma que tem esta inclinação. Eles precisarão se adaptar e isso será interessante de se assistir", completou.