Colton Herta deixou a Indy e migrou para a Fórmula 2 neste ano com a esperança de conseguir os pontos necessários na superlicença para ocupar um lugar no grid da Fórmula 1 pela Cadillac. No entanto, o que se viu até aqui foi uma série de resultados decepcionantes, que o deixaram somente no 16° lugar do campeonato. O estadunidense admitiu que o primeiro ano na categoria tem sido uma experiência reveladora e reconheceu a dificuldade de se adaptar com os pneus.
Como Herta não tinha os pontos necessários para correr na F1, a solução da Cadillac foi colocá-lo na F2, o que basicamente o deixou com a obrigação de terminar entre os oito primeiros no campeonato. O estadunidense tem sofrido com a adaptação à categoria e teve como melhor resultado o sétimo lugar — nas corridas principais da Austrália, Canadá e Bélgica.
Com somente 26 pontos conquistados até aqui, o sonho de correr na principal categoria do automobilismo parece cada vez mais distante. O vice-campeão de 2024 admitiu que tem sido uma jornada desafiadora e reveladora.
“Diria que foi uma experiência reveladora. Toda categoria tem seus prós e contras, e tenho achado bastante desafiador e interessante até o momento”, declarou Herta, antes de detalhar a maior dificuldade na F2.

“O pneu é o maior desafio. Acho que o composto da Pirelli, especificamente vindo do frio, sem as mantas térmicas, é bem peculiar. De certa forma, isso acaba te preparando bem, porque fica mais fácil quando você chega à Fórmula 1, já que, com as mantas térmicas, o foco é manter a temperatura, não em elevá-la de 30, 40 graus para o que quer que seja”, explicou.
“Então, isso simplifica um pouco as coisas. É bom ter essa experiência e estar superconcentrado nisso, porque, quando você chega à Fórmula 1, acho que esse aspecto fica mais fácil”, salientou.
Apesar da falta de resultados, Colton destacou que tem se divertido durante as disputas roda a roda na F2. Além disso, enalteceu a qualidade dos pilotos da categoria.
“As corridas nesta categoria são realmente muito boas. O efeito do DRS nesse carro é bem grande. Especialmente com os níveis de downforce que você usa e os defletores na asa traseira, isso realmente cria bastante resistência aerodinâmica, o que torna a corrida muito mais competitiva”, detalhou.
“Acho que isso é algo bastante conhecido, mas gostei desse aspecto — as corridas, as disputas roda a roda. Os pilotos são incríveis, e todo mundo é bem justo. Então, foi divertido fazer parte disso”, finalizou.
A Fórmula 2 parte para as férias de verão e retoma as atividades entre 4 e 6 de setembro, com a rodada em Monza. Ainda restam cinco etapas até o fim do campeonato e o GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do fim de semana.