A Citroën se prepara para entrar na Fórmula E com um projeto ambicioso, que promete transformar a participação da Stellantis na categoria. Com a intenção de ter maior controle sobre as decisões da equipe, a marca se prepara para assumir a vaga da Maserati — que também pertence ao grupo — já na temporada 2025/26. E não para por aí: o plano é contar com Nick Cassidy e Jean-Eric Vergne como dupla de pilotos.

A Stellantis atualmente tem duas marcas no grid da Fórmula E, por meio de parcerias com equipes anteriormente existentes: a DS, com a Penske, e a Maserati com a MSG — antiga Venturi. No primeiro caso, a vaga na categoria é do time americano. Consequentemente, o poder de decisão também, o que não agrada ao grupo. Enquanto isso, a MSG passa por problemas financeiros, o que abre espaço para a Stellantis entrar com o aporte necessário, manter a operação e aumentar o peso nas decisões.

As informações são do portal inglês The Race, que ainda prevê as lideranças de Leo Thomas — comandante da DS Techeetah no bicampeonato de Vergne, em 2017/18 e 2018/19 — e Jean-Marc Finot — conhecido executivo da Stellantis — na recém-chegada Citroën. A aposta é montar um time capaz de competir de igual para igual com os principais rivais da categoria.

Em relação aos pilotos, Cassidy — que deixou a Jaguar ao final de 2024/25 — aceitou a mudança após uma temporada turbulenta, enxergando vantagens técnicas e operacionais na troca. Afinal, além do aumento, poderá se envolver também com a Stellantis no endurance. Não à toa, a Peugeot (que pertence ao mesmo grupo) indicou um acerto com o neozelandês para o WEC 2026. Vergne, que corre pela DS Penske, fará a transição para a Citroën e deixará o caminho livre para Taylor Barnard ser anunciado no lugar. A parceria com Thomas pesou na decisão do francês.

Nick Cassidy deve fazer dupla com Vergne na Citroën (Foto: Fórmula E)

Para abrir espaço para a nova dupla, Stoffel Vandoorne e Jake Hughes vão deixar a equipe. O belga tem contrato até o fim da próxima temporada, mas negocia a saída e pode se dedicar integralmente ao WEC — onde já corre pela Stellantis, na Peugeot —, enquanto Hughes ficou sem vínculo e busca novas oportunidades. Atualmente, conversa com Cupra Kiro e Andretti para ficar no grid.

A Citroën terá como base o atual centro em Mônaco, quartel-general da MSG, mas há planos de centralizar parte da operação em Satory — sede da Stellantis, perto de Paris — durante a era Gen4.

As confirmações das duplas da Fórmula E serão feitas até meados de setembro, época em que os times precisam fazer as inscrições no campeonato. A temporada começa no dia 5 de dezembro, com o eP de São Paulo, no Sambódromo do Anhembi.

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