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Citroën sugere mudança no Pit Boost para atenuar “corridas artificiais” na Fórmula E
Fórmula E

Citroën sugere mudança no Pit Boost para atenuar “corridas artificiais” na Fórmula E

Chefe da Citroën, Cyril Blais defendeu mudanças no Pit Boost para aumentar variação estratégica e evitar corridas excessivamente artificiais na Fórmula E

Marcos Gil

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Cyril Blais, chefe da Citroën na Fórmula E, defendeu mudanças no formato do Pit Boost e sugeriu que as equipes tenham liberdade para decidir quanta energia desejam adicionar aos carros durante as paradas nos boxes a partir da temporada 2026/27. Segundo o dirigente, a medida abriria novas possibilidades estratégicas e ajudaria a evitar corridas excessivamente artificiais na categoria elétrica.

A Fórmula E introduziu o Pit Boost na temporada 2024/25, exigindo uma parada obrigatória na primeira corrida de cada rodada dupla. Atualmente, porém, o formato é rígido: todos os carros precisam permanecer exatamente 30s conectados e recebem carga fixa de 3,85 kWh, equivalente a 10% da capacidade da bateria.

Entre as mudanças estudadas para a era Gen4, a Fórmula E cogita ampliar o uso do Pit Boost, tornando obrigatória a parada em todas as corridas principais. Hoje, as provas com o recurso incluem apenas uma ativação do Modo Ataque, em contraste com as duas passagens pelo modo de potência extra em provas sem a recarga. Para Blais, o sistema poderia ganhar mais variedade estratégica na era Gen4.

“Uma das ideias em que pensamos foi ter diferentes durações de Pit Boost. Neste momento, todos fazem o Pit Boost e todos recebem a mesma quantidade de energia. Mas e se você pudesse escolher ficar mais tempo e receber mais energia, ou parar menos tempo e carregar menos?”, afirmou ao portal Motorsport.

No modelo atual, equipes têm mesmo tempo e quantidade de energia na recarga do Pit Boost (Foto: Fórmula E)

“No formato atual, todo mundo para, passa o mesmo tempo nos boxes e, se todos estiverem virando tempos parecidos, continuam praticamente na mesma posição” acrescentou.

Na prática, a proposta permitiria que equipes escolhessem entre ganhar posição de pista com uma parada curta, mas menos energia disponível, ou perder mais tempo nos boxes em troca de maior capacidade para atacar adversários depois. A lógica se aproxima de estratégias do endurance, nas quais diferentes cargas de combustível criam cenários variados de corrida.

Embora reconheça que mudanças estratégicas mais complexas possam dificultar o entendimento do público, Blais afirmou que a prioridade é encontrar equilíbrio entre espetáculo, identidade da categoria e clareza esportiva.

“O que gostaria de ver é um formato empolgante, que envolva os fãs. Estamos em um ponto decisivo para a Gen4 e precisamos encontrar o equilíbrio certo. Na Gen3, às vezes acertamos e tivemos corridas muito emocionantes. Em outras, não acho que acertamos completamente quando vemos aquelas corridas malucas em pelotão, algo que, pessoalmente, não considero ideal para a Fórmula E”, explicou.

Fórmula E estuda mudanças no formato esportivo para era Gen4 (Foto: Fórmula E)

“Precisamos mostrar o desempenho do carro da Gen4, que será um grande salto de performance, mas ao mesmo tempo manter o DNA da Fórmula E, sem ir ao extremo da economia de energia, porque isso deixa a corrida um pouco artificial, com Pit Boost, Modo Ataque e tudo mais. É preciso manter um formato e deixar o produto amadurecer para que as pessoas se acostumem”, completou.

Fórmula E retorna entre os dias 19 e 20 de junho, com a realização do eP de Sanya. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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