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Fórmula E nega incômodo por flerte entre BYD e F1: “Seria lógico estar nas duas”
Fórmula E

Fórmula E nega incômodo por flerte entre BYD e F1: “Seria lógico estar nas duas”

Jeff Dodds reforçou interesse em ter marca chinesa na Fórmula E e disse que BYD poderia conciliar categoria elétrica com F1. Porém, destacou que existem outras fabricantes que podem representar país no grid

Marcos Gil

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O CEO da Fórmula E, Jeff Dodds, minimizou o crescente interesse da BYD em ingressar na Fórmula 1 e garantiu que a possibilidade não representa motivo de preocupação. Para o dirigente, embora a montadora chinesa tenha intensificado as conversas com a principal categoria do automobilismo mundial, seria possível coincidir projetos nos dois campeonatos. Ainda segundo o britânico, existem diversas outras fabricantes do país que também poderiam integrar o grid elétrico no futuro.

A Fórmula E nunca escondeu o interesse em receber uma marca chinesa. O país não tem representante na categoria desde a saída da ERT, ao término da temporada 2023/24. No início do ano, Dodds chegou a revelar negociações com a BYD visando uma entrada na era Gen4, e a marca chegou até a realizar ativações durante o fim de semana do eP da Cidade do México. Porém, além desse movimento não ter se concretizado até aqui, o foco parece ter mudado.

Nos últimos meses, a BYD ampliou o interesse pela F1. A vice-presidente da empresa, Stella Li, participou de reuniões com a cúpula da categoria durante o GP de Mônaco e também já conversou com Christian Horner para liderar a iniciativa.

Diante desde cenário, Dodds foi questionado se uma eventual entrada da BYD na F1 seria frustrante para a Fórmula E e descartou prontamente qualquer incômodo. O dirigente disse acreditar ser viável um programa duplo.

“Só fico frustrado com coisas que estão sob meu controle, e isso [a entrada da BYD na Fórmula E] não é algo que controlo, então não”, afirmou ao portal RacingNews365.

“Se a BYD entrar de verdade no automobilismo e assumir esse compromisso, e quiser ir para a F1, acho até bastante lógico que também esteja nas duas categorias, porque assim teria um projeto totalmente elétrico. Além disso, imagino que entrar na F1 seja um processo longo. Então, não, isso não me frustra”, completou.

Christian Horner se reuniu com Stella Li, vice-presidente da BYD (Foto: Reprodução)

Com o retorno a Sanya pela primeira vez desde 2019 e o eP de Xangai na próxima semana, a Fórmula E tem duas etapas na China nesta temporada e já confirmou a manutenção de ambas no calendário de 2026/27. Logo, o interesse em ter uma fabricante do país no campeonato é latente. O dirigente, porém, lembrou que a BYD não é a única opção disponível.

“Acredito que deveria haver uma fabricante chinesa no campeonato. Isso faz todo sentido. Mas a BYD não é a única marca chinesa que existe. Há muito entusiasmo em torno de empresas como Xiaomi no momento, além do Grupo Geely e fabricantes desse tipo. Então, não acho que seja a única opção”, disse.

“Faz sentido existir uma fabricante chinesa no campeonato. Porém, elas não têm uma tradição muito rica no automobilismo. Entrar nesse ambiente e se tornar competitiva rapidamente é algo bastante complexo”, concluiu.

Fórmula E retorna entre os dias 3 e 5 de julho, com a realização da rodada dupla do eP de Xangai. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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