Lucas Di Grassi não tem arrependimentos após tentar uma série de ultrapassagens passando pelo pit-lane da Fórmula E em regime de safety-car. Após a estratégia controversa em Londres, o brasileiro seguiu defendendo que a Audi foi “inteligente” ao achar uma brecha no regulamento e tirar proveito.
Di Grassi era o oitavo colocado quando o safety-car foi acionado. O carro de segurança estava lento demais na pista, significando que passar pelo pit-lane era mais rápido, mesmo com limitador de velocidade. A Audi chamou o brasileiro para os boxes justamente para tirar proveito disso, o que o deixou na liderança do eP. Como o piloto não parou por completo, foi punido com drive-through. Sem cumprir a punição, foi desclassificado.
“De acordo com o regulamento, durante o safety-car, o pit-lane está aberto e eu posso passar, contanto que eu pare na frente do meu box”, disse Di Grassi. “E quando eu vi que o safety-car estava muito lento, eu e a equipe achamos que era mais viável passar pelo pit-lane e parar, seria mais rápido do que seguir o safety car. Isso está 100% dentro do regulamento, o artigo 38.7 diz que eu posso entrar, tenho que parar na frente do box, e continuar”, explicou.
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“A gente seguiu o regulamento de uma maneira inteligente, achando uma brecha, e depois foi considerado ilegal. É uma pena porque eu ganhei a corrida, o ritmo estava bom e o carro estava muito bom”, acrescentou. Desclassificado, Di Grassi viu a vitória ficar com Alex Lynn.
A Audi argumentou que o brasileiro tinha parado nos boxes, mas vídeos mostram que não foi o caso. Di Grassi travou as rodas, só que a superfície escorregadia do pit-lane significou que o carro seguiu deslizando. Dessa forma, não houve parada por completo, levando à punição.
Di Grassi dependia da vitória para manter chances reais de título na Fórmula E. Com a desclassificação, o veterano fica em situação delicada. Ainda há como, mas será necessária uma atuação de gala na rodada dupla de Berlim, marcada para os dias 14 e 15 de agosto.