Jörg Schrott destacou a entrada da Opel na Formula E como grande marco para a Stellantis. Segundo o dirigente, a marca alemã será o primeiro projeto totalmente de fábrica do grupo neerlandês na categoria elétrica e explicou que a operação funcionará com uma estrutura independente e decisões tomadas integralmente de forma interna — incluindo escolhas de pilotos e organização técnica.

A Opel anunciou, durante o eP de Madri, a entrada no grid a partir da temporada 2026/27, que marca a estreia da Gen4. Diferentemente de outras operações do grupo Stellantis no campeonato, a equipe não assumirá nenhuma estrutura já existente e será construída do zero.

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Segundo Schrott, que será chefe do time no campeonato, essa independência será um dos pilares do projeto e permitirá uma abordagem mais direta e eficiente no desenvolvimento. O dirigente destacou que a meta é montar uma estrutura enxuta, capaz de tomar decisões rápidas e com alto nível de precisão.

“Estamos criando um novo tipo de estrutura, porque somos a primeira equipe de fábrica da história da Stellantis. Não há parceiros envolvidos nas decisões, seja na escolha dos pilotos, na organização do time ou na estratégia de corrida”, explicou ao portal RacingNews365.

Opel estreia na Fórmula E na temporada 2026/27 (Foto: Opel)

“Dependeremos apenas de nós para aproveitar as oportunidades e é o que estamos fazendo. Queremos uma operação muito focada, eficiente e ágil na tomada de decisões. Esse é o objetivo principal”, afirmou.

“Sabemos que é um campeonato de altíssimo nível, com competidores muito fortes. Precisamos estar extremamente focados, e é nisso que estamos trabalhando em toda a estrutura”, concluiu.

Mesmo confirmando a entrada na Fórmula E logo após o anúncio da saída da DS, a Opel não substituirá a atual DS Penske no grid, já que a vaga pertence à equipe americana, que ainda avalia como seguirá sem a parceira.

Apesar de ser uma das marcas de maior sucesso na história da categoria elétrica, a DS jamais operou de forma independente. Na temporada 2015/16, se juntou ao grid como fornecedora de trens de força da então Virgin Racing — atual Envision. A parceria durou até o término da edição 2017/18, quando decidiu trocar o time britânico pela Techeetah.

DS e Citroën correm na Fórmula E em parceria com estruturas já existentes na categoria (Foto: Fórmula E)

Ao lado do time chinês, viveu os melhores dias na categoria, levando Jean-Éric Vergne e António Félix da Costa ao Mundial de Pilotos em 2018/19 e 2019/20, respectivamente. No caminho, ainda faturou os dois Mundiais de Equipes. Após quatro temporadas, encerrou a colaboração para se juntar à Penske, com quem permanece até o fim do atual certame.

Neste meio tempo, a Stellantis passou a ter uma segunda marca no grid na temporada 2022/23, quando a Maserati se uniu ao Monaco Sports Group (MSG) e passou a nomear a equipe conhecida até então como Venturi. Porém, a estrutura seguia operada pelo grupo monegasco, até que graves problemas financeiros fizeram com que a vaga retornasse ao controle da Fórmula E, que auxilia o grupo neerlandês a tocar a operação na atual edição do campeonato. Neste processo, o time passou por um rebranding e, agora, corre com nome Citroën.

Logo após o eP de Madri, a marca francesa confirmou que segue na categoria na era Gen4, mas não deu nenhuma atualização sobre a operação da estrutura. Desta forma, as falas de Schrott confirmam a Opel como primeira equipe totalmente independente da Stellantis na Fórmula E.

A Fórmula E viaja a Berlim para uma rodada dupla entre os dias 1º e 3 de maio. A disputa, mais uma vez, acontece no Aeroporto de Tempelhof, em um traçado já tradicional da categoria. O GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista da temporada AO VIVO e COM IMAGENS na GPTV.

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