A rivalidade entre Pascal Wehrlein e António Félix da Costa ganhou mais um capítulo neste domingo (16) durante o eP de Londres 2. A dupla, que dividira até o ano passado a garagem na Porsche, passou boa parte da prova se engalfinhando, o que gerou muita reclamação do alemão, agora bi da Fórmula E.
O ódio mútuo ganhou publicidade no lançamento do documentário “Driver”, no começo da temporada. Wehrlein alegou ter ouvido comentário maldoso do português dirigido a outros pilotos em São Paulo. A partir dali, os então companheiros de equipe passaram a se ignorar nos boxes.
O confronto ganhou novos contornos em Berlim, quando Wehrlein jogou Da Costa no muro, uma batida que gerou forte reprimenda da Porsche. Ainda assim, graças à regularidade de ambos, foi possível levar o título por equipes em 2025.
Em Londres, Wehrlein controlou praticamente toda a corrida e em nenhum momento parecia ter o título ameaçado. Faltando sete voltas para o final, porém, levou uma fechada de António, saiu da zona de pontuação e viu Jake Dennis alcançar a posição que lhe faria campeão.
“A corrida de hoje foi uma das mais injustas que presenciei. António tentou por vinte voltas arruinar minha corrida e a chance de eu ser campeão, ficando lento, tentando me jogar no muro, fazendo brake-test na minha frente”, disse Pascal.

A definição acabou acontecendo de uma forma polêmica. Na volta 33, Wehrlein mergulhou por dentro de Dennis, mas encontrou a traseira de Joel Eriksson à frente, causando uma batida entre os três. O alemão conseguiu sair ileso.
“Muita gente me passou, assim, uma vez que eu fiquei preso ali, tinha de fazer era mudar meu jeito de guiar e foi isso que fiz. É o que acontece quando se tem inimigos no paddock, eles tentam acabar com você. Eu levei a melhor, então, vamos curtir as férias, mas eu não vou esquecer o que aconteceu aqui”, prometeu Pascal.
A Fórmula E volta no dia 16 de novembro com os testes coletivos da pré-temporada, em Madri, no Circuito de Jarama.