Com a pausa de verão da Fórmula 1 chegando ao fim, o campeonato será retomado já neste fim de semana. E para uma etapa especial, já que o GP dos Países Baixos tem data para dar adeus à categoria. Esta será a penúltima edição antes que isso aconteça, e os diretores do traçado já pensam nos planos do futuro. Uma das possibilidades, inclusive, é receber categorias americanas, como Indy ou Nascar.

Apesar do adeus próximo, Robert van Overdijk — diretor-geral do circuito — negou que essa seja uma edição especial. A verdadeira emoção, segundo o dirigente, virá no ano que vem, quando Zandvoort se despedir de vez do calendário. Para marcar o adeus, a etapa ganhou até uma corrida sprint em 2026.

“Acho que ainda não. Se você me perguntar isso no ano que vem, vou absolutamente dizer que sim. A última edição vai evocar as mesmas emoções da primeira vez, de certa forma. É claro, todos sabemos que esse evento é enorme nos Países Baixos” disse Overdijk ao site neerlandês RacingNews365.

O diretor de Zandvoort admitiu que a Fórmula 1 não ficou feliz com a decisão de sair, que partiu do circuito. O principal motivo foi a questão financeira, já que a pista neerlandesa não conta com investimento externo para realizar a corrida. Overdijk explicou que, no fim, a categoria entendeu a situação e se comprometeu a encerrar a história com dois grandes eventos.

Zandvoort terá as edições de 2025 e 2026 antes de deixar a F1 (Foto: AFP)

“Inicialmente, e isso também nos deixou orgulhosos, ficaram decepcionados com nossa decisão. Mas houve compreensão deles sobre o motivo. Sabem melhor que todo mundo que, junto a Silverstone, somos a única etapa que não tem um único euro de subsídio. Eles não gostaram, porque Domenicali tem sido vocal nos últimos anos sobre a marca que deixamos na F1. Temos orgulho disso”, afirmou.

“Por outro lado, ele sabe que precisamos fazer funcionar em três frentes: Circuito de Zandvoort, TIG Sports e SportVibes. Estamos ligados a esse super evento por nossa conta e risco. E esses riscos param em algum momento, então, houve muita compreensão deles. Ainda trabalhamos bem juntos e sabemos que temos de fazer duas edições fantásticas”, destacou.

E os planos para receber novas corridas já começaram a ser traçados. Overdijk ressaltou a importância de substituir a Fórmula 1 por outra categoria, mas disse que o foco será o espetáculo para o público. E o gerente admitiu que tem interesse em introduzir Zandvoort em modalidades americanas, como Indy ou Nascar.

“Infelizmente, só temos quatro finais de semana livres de barulho no ano. Estive conversando com gente interessada há algum tempo. O importante para o circuito é que algo ocupe o lugar. Não será grande como a Fórmula 1, mas não é isso que procuramos. Precisa dar espetáculo. Pessoalmente, e é minha opinião, gosto de olhar para a América. Seja Indy ou Nascar, acho que as duas são espetaculares”, apontou.

“E você consegue criar um show muito legal em volta delas. Mas, novamente, é minha preferência pessoal. Se pararmos após 2026, a Fórmula 1 vai virar a atenção para outros continentes. Todos sentem que será muito especial no ano que vem. Depois disso, [a F1] não vai voltar aos Países Baixos por anos. E talvez nunca mais”, finalizou o diretor de Zandvoort.

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