É comum imaginar que haja problemas na realização de um evento de grande porte, ainda mais quando ele acontece pela primeira vez e se trata de uma prova de automobilismo em um circuito de rua. Entretanto, existem formas e formas de mitigar os danos causados, e se antecipar aos fatos pode ajudar nisso. A sensação é de que ocorreu tudo ao contrário nesta sexta-feira em Markham, o que ainda potencializa o fato de a pista não ter ficado pronta.
Um circuito de rua possui enorme complexidade, muito além do que é um autódromo, que conta com um ambiente controlado e, em tese, já tem pronta toda a estrutura necessária para receber os carros na pista, com um ajuste aqui e outro acolá. Em um circuito de rua, é preciso literalmente montar toda a estrutura, e algo saiu do esperado em Markham, mesmo com investimentos da prefeitura local e a organização de um promotor de longa data da Indy, a Green Savoree.
Nesta quinta-feira (13), os pilotos e as equipes não puderam realizar o track walk — quando dão uma volta completa a pé ou usando outros meios para analisar o circuito —, pois a pista não estava pronta. Com toda a experiência dos envolvidos, penso que a situação caótica ali indicava que o traçado não estaria pronto para esta sexta-feira (14), que contava com USF 2000, Pro 2000 e outras categorias como preliminares.
Sendo assim, que a programação já fosse alterada. Ainda que houvesse otimismo quanto à realização do treino livre 1 da Indy, que aquilo que viesse antes fosse modificado. De certa forma, isso poderia atenuar o vexame e evitar que o bom público presente fosse ao local apenas para conseguir autógrafos e fotos com os pilotos ou participar de outras ações promocionais.
Se o adiamento fosse anunciado na quinta-feira e a sexta-feira fosse focada em atividades para os fãs, iria ao autódromo quem realmente gostaria de viver essa experiência, e haveria tempo para que todos os envolvidos pudessem, de alguma forma, se planejar. Essas decisões tomadas em cima da hora só aumentam a frustração, ainda mais para quem ficou o dia todo sentado na arquibancada esperando.

Com a devida ponderação à complexidade de realizar um evento em circuito de rua — pois já perdi as contas de quantos eventos precisaram de obras de última hora para ajustes —, mas é vexame. Talvez maior do que a estreia da F1 na The Strip, em Las Vegas, quando os bueiros se soltaram e um deles destruiu a Ferrari de Carlos Sainz. Dessa vez, tudo estava pronto — até o público correspondeu —, mas faltou justamente o primordial: a pista.
A Indy volta neste sábado (15), às 11h (de Brasília, GMT -3), para o treino livre 1 do GP de Markham. O fim de semana da categoria no Canadá tem cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
GP de Markham da Indy: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 1 (15/08): 11:00
- Treino livre 2 (15/08): 15:25
- Classificação (15/08): 19:30
- Warm-up (16/08): 09:30
- Corrida (16/08): 13:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 1 (15/08): 15:00
- Treino livre 2 (15/08): 19:25
- Classificação (15/08): 23:30
- Warm-up (16/08): 13:30
- Corrida (16/08): 17:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 1 (15/08): 13:00
- Treino livre 2 (15/08): 17:25
- Classificação (15/08): 21:30
- Warm-up (16/08): 11:30
- Corrida (16/08): 15:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 1 (15/08): 16:00
- Treino livre 2 (15/08): 20:25
- Classificação (16/08): 00:30
- Warm-up (16/08): 14:30
- Corrida (16/08): 18:00
*Horário de Brasília