Assim como Felipe Drugovich, Jak Crawford é o atual piloto reserva da Aston Martin e segue na espera por uma oportunidade na Fórmula 1 — que dificilmente virá. Apesar de ainda ter o sonho de entrar no grid, o estadunidense já não descarta outras categorias e acredita que uma possível ida à Indy é o caminho natural, já que que gosta muito da competição e iria seguir nos monopostos.
Vice-campeão da Fórmula 2 no ano passado, Crawford é membro da Academia da Aston Martin desde 2024 e assumiu o posto de piloto reserva após Drugovich fechar com a Andretti para correr na Fórmula E. O estadunidense atualmente não compete em nenhuma outra categoria e se dedica inteiramente ao time esmeraldino — bem como o brasileiro nos últimos anos.
O piloto de 21 anos sabe que uma chance na F1 pode não surgir e admitiu que tem interesse na Indy. Aliás, já disputou a USF2000 em 2019, o primeiro passo rumo à principal categoria de monopostos estadunidense.
“Gosto muito da Indy neste momento. Tem havido muito interesse por lá, o que é ótimo. Amo a categoria, especialmente os circuitos mistos e de rua. Gosto dos ovais, mas, no momento, não são algo que me ajude muito no meu desenvolvimento e na minha pilotagem”, declarou Crawford à revista Racer.

“Adoro a Indy e é nisso que sou naturalmente bom. Venho competindo nos monopostos nos últimos seis anos. E é nisso que construí minha reputação. Então, seria o caminho natural seguir nesta área”, reforçou.
Além da Indy, o estadunidense também não descartou o endurance, seja o IMSA Sportscar ou o Mundial de Endurance (WEC). A Fórmula E, com o novo carro que estreia na próxima temporada, também é uma possibilidade.
“Há tantas outras opções. As corridas de endurance, WEC, IMSA, tudo isso também me interessa. Então, há muitas alternativas diferentes. A Fórmula E está lançando um novo carro. Portanto, há muitas coisas diferentes que me interessam”, apontou.
Crawford também reconheceu que é difícil manter o ritmo, já que está sem competir em nenhuma categoria desde o fim da temporada 2025 da Fórmula 2. Além disso, admitiu que sente falta de pilotar, embora esteja ocupado com o trabalho na Aston Martin.

“É bastante difícil. Como observamos no passado, é o que eu esperava. Vimos com outros pilotos que se saíram muito bem na F2 que eles podem facilmente se perder. Acho que estar em cada corrida é extremamente importante todas as semanas, antes de mais nada. Felizmente, sou necessário em todas as corridas para a equipe, e eles querem que eu esteja aqui para ajudar. E, claro, para servir de reserva – estar aqui sempre ajuda”, salientou.
“Às vezes parece um pouco estranho, nessas manhãs de domingo, ficar sempre assistindo à F3 e à F2 e pensando em como me sairia nas corridas se estivesse lá. Pensando nas minhas experiências passadas, algumas boas, outras ruins. Definitivamente sinto um pouco de saudade”, admitiu.
“Sinto que tenho estado muito ocupado. Não que eu não sinta falta das corridas, mas achei que seria pior, que sentiria muito mais falta. Tenho estado muito ocupado pilotando no simulador, passando bastante tempo no carro, o que tem sido ótimo. Não tem sido tão ruim assim. Temos estado superocupados aqui. Estou muito animado para ajudar a equipe a crescer e tudo mais, então é um bom desafio”, destacou.
Além do simulador, o estadunidense chegou a defender a Aston Martin em alguns treinos livres e participou do teste da Pirelli com pneus de 2027. Crawford detalhou o ambiente na equipe esmeraldina e ressaltou que tem a confiança de todos, incluindo Fernando Alonso e Lance Stroll.

“A equipe só quer algumas coisas de mim. Primeiro, eles querem, é claro, um carro em boas condições. Fernando, Lance, todos confiam em mim quando entro no carro. Eles ficam muito felizes quando consigo pilotar, porque isso simplesmente traz mais feedback. Além disso, o time quer ter certeza de que estou pronto caso precise assumir o volante a qualquer momento no futuro. Por isso, estou acumulando o máximo de tempo possível no carro e me adaptando rapidamente, para que, se alguma vez tiver uma oportunidade, esteja preparado para ela. Isso é extremamente importante para eles”, explicou.
“E, claro, do ponto de vista do desenvolvimento, trata-se de levar essas informações de volta para o simulador e tentar correlacioná-las da melhor maneira possível. Portanto, não há realmente pressão. Sempre saio para dar o meu melhor e nunca vou além do limite. E, felizmente, sou rápido o suficiente para não precisar pilotar no limite absoluto para ser rápido”, concluiu.
A Indy retorna no próximo fim de semana, entre os dias 14 e 16 de agosto, para a primeira edição do GP de Markham, única prova da categoria disputada fora dos Estados Unidos, no Canadá.
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