A Honda terminou a última temporada da MotoGP na última colocação no Mundial de Construtores, mesmo com uma inesperada vitória de Álex Rins — da satélite LCR — no GP das Américas. O time de fábrica, porém, passou zerado e ainda sofreu um duro golpe com a perda de Marc Márquez após uma década de vitórias e títulos.
Na montadora japonesa, Márquez conseguiu seis títulos entre 2013 e 2019, mas a lesão sofrida na abertura da temporada 2020 marcou o início de um período com problemas físicos e perda de performance da moto. Por isso, outros pilotos da Honda acabaram sendo engolidos pelo grid e passaram a ocupar as últimas posições.
Livio Suppo foi diretor da Honda até o final de 2017. Portanto, participou de todo esse período vencedor, mas ainda saiu antes do declínio da RC213V. De acordo com o dirigente italiano, em conversa com o site Crash, a montadora optou por priorizar Marc Márquez e descartar as opiniões de outros pilotos, inclusive do veterano Dani Pedrosa — atualmente, na KTM.
“Você vai lembrar de algumas entrevistas do Cal [Crutchlow] e não eram comentários legais sobre a moto. O Dani [Pedrosa] também estava reclamando em reuniões técnicas, não publicamente, que a moto estava ficando mais e mais complicada para pilotar”, afirmou Suppo.

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“Claro, o talento do Marc foi uma grande ajuda. E um dos grandes erros da Honda naquele momento foi não ouvir pilotos como Crutchlow e Pedrosa. Eles não se importavam muito com resultados dos outros pilotos, estavam focadas apenas nas vitórias do Márquez. E esse foi, provavalmente, o maior erro. Quando eles perceberam, basicamente depois do acidente dele em 2020, era tarde demais”, completou.
Pedrosa e Crutchlow saíram da MotoGP em 2018 e 2020, respectivamente, e logo assumiram o posto de piloto de testes em outras marcas (KTM e Yamaha), algo que Suppo acredita ter sido um erro de estratégia da Honda.
“Fiquei bem surpreso quando vi que a Honda não ofereceu uma solução para contar com o Dani como piloto de testes. Era claro para todo mundo que ele tinha uma boa sensibilidade [com a moto]”, finalizou.
A MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.
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