Francesco Bagnaia apontou problemas de aderência no GP de Aragão de domingo (30). O italiano relatou que o pneu traseiro estava destruído após apenas cinco voltas e manifestou preocupação com o desempenho em circuitos onde o grip é baixo.

O bicampeão da MotoGP atravessa uma fase difícil com a Ducati desde o ano passado. Mas, depois das férias de verão, os problemas de aderência na traseira parecem ter piorado. Pecco saiu zerado do MotorLand depois de fechar a sprint em 11º e abandonar o GP após uma queda.

Na corrida de domingo, Pecco caiu quando rodava em sétimo, na sexta das 23 voltas da corrida.

“Perdi a traseira, perdi a frente”, disse Bagnaia. “Para mim, a falta de aderência na traseira é demais, pois a realidade é que tenho grip zero. Completamente”, seguiu.

Francesco Bagnaia manifestou preocupação com desempenho em pistas sem aderência (Foto: Michelin)

“Completamente zero grip. Coloquei o mapa com menos potência depois de cinco voltas, pois a traseira estava completamente destruída depois de cinco voltas, sem ultrapassar, sem fazer nada”, comentou. “Então estava com muita dificuldade. Comecei a sentir a traseira muito solta na quinta volta. E perdi a traseira. Quando a traseira voltou, perdi a frente”, relatou.

Em meados da temporada, Bagnaia engatou uma sequência de quatro pódios seguidos, o que deu a impressão de que os problemas tinham ficado no passado. Agora, porém, o #63 aponta que “algo aconteceu” em Silverstone, piorando os problemas.

“Acho que o feeling não era assim tão ruim até Sachsenring. Tudo estava funcionando de uma maneira mais consistente”, recordou. “Eu tinha dificuldades, é verdade, mas os resultados eram mais otimistas. Desde Silverstone, algo aconteceu, pois tenho aderência completamente zero, e não sei o que vai acontecer quando chegar em circuitos onde o nível de aderência é mais baixo. Não posso nem imaginar”, acrescentou.

Questionado se algo no acerto poderia explicar as sensações do MotorLand, Pecco respondeu: “Não. O acerto é similar. A questão é que ontem de manhã eu estava me sentindo um pouco melhor. Tentei colocar mais peso na traseira, mas foi mais difícil na corrida sprint”.

“De manhã, nós voltamos para o acerto de mais ou menos o resto da temporada. O warm-up foi um desastre por muitas razões, mas, na corrida, o pneu ficou destruído após cinco voltas”, encerrou.

MotoGP volta a acelerar entre os dias 11 a 13 de setembro para o GP de San Marino e da Riviera de Rimini, 14ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.