Com pouco tempo pela frente até a estreia na temporada 2024 da MotoGP, Justin Marks, dono da Trackhouse, está conhecendo os próprios funcionários por meio de chamadas de Zoom. A revelação foi feita em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO.

A Trackhouse absorveu os funcionários da RNF, que teve a participação vetada pela organização do campeonato por seguidas violações do Acordo de Participação na MotoGP. No entanto, ainda não deu tempo para que a cúpula do time pudesse conhecer pessoalmente aos funcionários.

Questionado pelo GP sobre como tem feito para conhecer os membros da própria equipe, Marks respondeu: “Muitas chamas no Zoom, muitas chamadas no Zoom. Exatamente como essa!”.

“O que é legal no grupo de pessoas que nós temos é que eles sabem o trabalho que precisa ser feito, as motos estão sendo construídas no momento, a Aprilia realmente está nos ajudando muito para aprontarmos nossas motos e equipamentos para a temporada”, apontou. “Tudo parece ótimo para os testes e aí, pessoalmente, tenho um ótimo departamento de comunicação, chefe de equipe, gerente de equipe, todos que, obviamente, estarão lá cada vez que o motor for acionado”, elogiou.

Carlos Ezpeleta tem ajudado Justin Marks a conhecer a MotoGP (Foto: Divulgação/MotoGP)

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Com os pilotos, porém, o cenário é diferente. Ainda no ano passado, após a apresentação da equipe em um evento em Milão, Marks viajou a Lisboa e a Madri para conhecer Miguel Oliveira e Raúl Fernández, respectivamente.

“Já conheci!”, respondeu Marks ao ser questionado pelo GRANDE PRÊMIO sobre quando teria a chance de conhecer os titulares da equipe. “Quando fizemos o anúncio da equipe, em Milão, há um mês e pouco, fomos jantar com Miguel e Raúl em Madri e Lisboa. Eu os conheci e aos agentes deles. Foram bons jantares de 3h com eles, consegui conhecê-los um pouco, tive a chance de apresentar a Trackhouse, este sou eu e essas são as nossas metas para a MotoGP. E aprender sobre o que os motiva, o que é importante para eles”, continuou.

“Fiquei muito feliz em poder ter esse tempo cara a cara com eles e não conhecê-los na primeira corrida, pois todos os mecânicos, os empresários, os patrocinadores, eu, os donos e tudo mais, tudo isso se resume a só dois caras, que, no fim das contas, são os que vão sentar na moto e ter de fazer o trabalho, então é muito, muito importante estabelecer uma relação com eles cedo, para que eles me conheçam e fiquem confortáveis com a direção para onde a equipe está caminhando, pois precisamos de pilotos motivados. Pilotos motivados são pilotos rápidos”, defendeu.

Marks disse, ainda, que está muito ansioso pelo GP do Catar, que acontece entre os dias 8 e 10 de março, já que será a primeira vez que a equipe estará completa.

“Estou realmente ansioso em ir para o Catar para a primeira corrida. Sinceramente, esta será a primeira vez que estarei pessoalmente com cada uma das pessoas que trabalha para a equipe, então será um dia muito, muito bom”, contou. “Mas, neste exato momento, como o tempo é tão curto, não é bem uma lua de mel, é meio que: ‘Oi, eu sou o Justin e você trabalha para nós. Vamos trabalhar! Temos de ir!’”, acrescentou.

Justin contou ao GRANDE PRÊMIO que a MotoGP tem ajudado bastante na instalação da equipe, principalmente Carlos Ezpeleta, diretor-esportivo da categoria.

“Muito! Muito! Eu estou dependendo muito do Carlos para entender o cenário, onde as equipes que vieram no passado erraram ou não fez as coisas da maneira certa e como nós podemos evitar esses erros. Ele tem sido muito, muito útil”, destacou.

O dirigente considerou que a MotoGP vê importância na presença de uma equipe vinda dos Estados Unidos e, também por isso, tem ajudado a construir bases sólidas para a Trackhouse.

“Acho que o fato de a Trackhouse estar entrando é importante para a MotoGP, é uma coisa importante para a Dorna, então eles se colocaram muito disponíveis para me ensinarem um pouco sobre como o esporte funciona, as movimentos certos para fazer, como chegar de uma maneira em que possamos ser bem sucedidos no longo prazo e não focar apenas em 2024, mas termos as bases para construir algo forte para muitos, muitos anos”, indicou. “Eles têm sido uma ótima ajuda e acho que muito disso tem a ver com o fato de que é valioso para eles terem uma equipe americana como a Trackhouse competindo no campeonato”, concluiu.

A MotoGP volta a acelerar entre 6 e 8 de fevereiro de 2024, com os testes de pré-temporada na Malásia, no circuito de Sepang. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.

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