Diretor-esportivo da KTM, Pit Beirer afirmou que as seguidas quebras da RC16 na MotoGP são causadas por um problema de controle de qualidade de peças de um fornecedor externo. Agora, a marca de Mattighofen aguarda o aval das rivais para poder fazer a substituição nas unidades de potência de Pedro Acosta, Brad Binder, Enea Bastianini e Maverick Viñales.
Nos últimos meses, a KTM enfrentou diversos problemas, com o motor apagando de maneira repentina. A situação mais grave aconteceu no GP da Catalunha, quando a moto de Acosta parou e Álex Márquez não teve como evitar o choque. O titular da Gresini sofreu uma forte queda e teve fraturas de clavícula e vértebra.
Em Sachsenring, Beirer confirmou à emissora Sky Italia que havia “algo errado com os nossos motores”. Agora, o dirigente detalha a falha.
“Nós descobrimos que estávamos usando peças na unidade de potência sujeitas a alto estresse que não atendiam aos padrões de qualidade especificados”, disse Beirer em entrevista à publicação alemã Speedweek. “Esses componentes críticos do motor falharam em determinadas situações. São componentes de um fornecedor e, após investigarmos a causa, também podemos descartar a possibilidade deste problema acontecer com as peças ‘corretas’”, seguiu.

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Para fazer alterações no motor, porém, a KTM depende da anuência de todas as fábricas rivais, como fita estabelecido no regulamento da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) por causa do congelamento dos propulsores.
“Nós apresentamos um pedido especial para a MSMA [Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas], acompanhado por uma documentação detalhada, pedindo permissão para abrir as partes do motor afetadas em condições controladas durante as férias de verão para poder substituir essas peças críticas do motor com as peças corretas de idêntica especificação”, explicou. “Já recebemos um feedback positivo disso durante o GP em Sachsenring, mas algumas respostas ainda estão pendentes”, relatou.
“Esperamos cooperação e estamos mostrando transparência total com todas as partes envolvidas neste processo todo”, completou.
A KTM já agradeceu publicamente o apoio da Aprilia, mas ainda depende do aval de Ducati, Honda e Yamaha para seguir com a troca dos componentes. A liberação, contudo, não é garantida e vai depender de a casa de Mattighofen provar que, além de se tratar de um risco à segurança, não existe outra maneira de solucionar o problema a não ser mexer no motor.
A MotoGP agora parte para as férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.