Luca Marini percebeu “muita melhora” da Honda ao longo a temporada 2024 da MotoGP. O italiano reconheceu que é difícil fazer progresso em um campeonato tão difícil, mas considerou que a direção do desenvolvimento da RC213V é “muito boa”.
A Honda vive uma fase terrível na MotoGP. Lanterna na temporada passada, a montadora japonesa segue sendo a última colocada no Mundial de Construtores e, com só quatro corridas para o fim da temporada soma apenas 56 pontos, 518 a menos do que a já campeã Ducati.
A bem da verdade, a crise não é só dela. A Yamaha tampouco vive a melhor fase e aparece como penúltima colocada na disputa entre os fabricantes. No entanto, a casa dos três diapasões já abriu 41 pontos de vantagem para a rival da asa dourada na tabela.
O placar causa certo desânimo, mas, desde Misano, a Honda surgiu mais competitiva, resultado das atualizações feitas na RC213V. Assim, Johann Zarco foi ao Q2 em duas das últimas três corridas e garantiu um top-10 na Indonésia.

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“De dentro, a sensação é diferente”, disse Marini ao podcast da MotoGP. “Sei que na noite de domingo todo mundo olha para os resultados e você sempre se vê atrás, não é um lugar fantástico. Mas, de dentro, tudo é diferente e notei muita melhora desde o início da temporada”, seguiu.
“Todos os engenheiros estão fazendo um grande trabalho, sinto muito apoio deles, estamos fazendo grandes coisas e atingindo um bom nível”, avaliou. “A direção é muito boa, mas ainda precisamos de tempo, pois estamos competindo na categoria de motos mais difícil do mundo e competindo com fábricas fantásticas. Mas somos a Honda e vamos voltar a vencer” garantiu.
Ainda, Marini apontou a diferença que sentiu a passar de ser um piloto de equipe satélite para trabalhar em uma fábrica.
“Acho que, antes de mais nada, a comunicação entre europeus e japoneses é um pouco diferente”, indicou. “Com os japoneses, você tem de ser muito cuidadoso com as palavras e tentar falar muito lentamente. Às vezes, eu falo rápido demais e aí talvez eles percam alguma coisa”, comentou.
“Então isso também foi parte do meu crescimento pessoal no início da temporada, tentar entender como me comunicar da melhor maneira possível com eles, pois todos dentro da equipe que têm mais experiência do que eu me disseram que era importante aprender isso o mais cedo possível”, contou. “Agora, me sinto ótimo quando falo com eles e tento explicar tudo que sinto na moto de uma maneira clara. Só a sensação exata que tenho, depois do treino às vezes a minha opinião pessoal de alguma coisa nova e do que podemos melhorar para o futuro, tentar fazer uma lista de prioridades. Vi que isso funcionava muito bem e nos deu uma boa direção para o desenvolvimento da moto durante a temporada”, encerrou.
A MotoGP volta à pista neste fim de semana para o GP da Austrália, em Phillip Island, 16ª etapa da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.