Marc Márquez afirmou que a Ducati vai para o último dia de testes da pré-temporada mais inclinada a manter o motor de 2024. O hexacampeão da MotoGP indicou que o novo propulsor tem “muitos muito fracos”, além de ser mais irregular do que o antecessor.

Desde o início dos testes, os pilotos se mostraram mais favoráveis ao motor de 2024, mesmo reconhecendo que a nova unidade era melhor no quesito entrega de potência. Ainda assim, Francesco Bagnaia indicou perda de performance na freada.

Nesta quarta-feira (12), Davide Tardozzi, chefe da Ducati, reconheceu que o motor de 2025 representa um risco maior e, por isso, homologar o de 2024 é mais provável.

Uma preocupação da Ducati é o fato de que, como o regulamento da MotoGP vai mudar em 2027, o desenvolvimento será congelado e, por isso, o que for homologado no início do ano, seguirá em uso até o fim de 2026.

Marc Márquez indicou tendência a manter motor de 2024 (Foto: Ducati)

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“Uma questão é o motor e outra coisa são todas as pequenas partes que temos, as novas peças”, disse Márquez, que liderou o dia de testes em Buriram. “Hoje nós basicamente nos concentramos no motor de 2024 na maior parte do dia, pois parece que, se não mudar muito amanhã, esse será o caminho”, seguiu.

“Por quê? Por que a Ducati é muito realista e sabe — e eles são muito inteligentes — que não podemos correr o risco de homologar um motor se não estiver 100, 100% certa de é melhor, pois se homologar o motor, homologaremos por dois anos”, frisou Marc. “Por isso, entendemos desde o primeiro dia que o de 2025 tem um pouco mais de altos e baixos: ele é muito forte em alguns pontos, mas tem pontos muito fracos”, explicou.

Marc lembrou que o motor de 2024 foi o responsável por 16 das 19 vitórias da Ducati no ano passado e, por isso, é fato que a base é boa.

“Eles têm a experiência de ter usado o de 2024 em pistas diferentes. Eles venceram 16 corridas no ano passado, então isso significa que a moto tem uma base muito boa. E parece que agora nós vamos para essa base, mas vamos reconfirmar amanhã”, pontuou. “Mas me sinto super bem com a base de 2024. Quando digo 2024, é a moto de 2024. É a base de 2024, o motor, mas eles trabalharam muito em detalhes muito pequenos que estamos introduzindo neste motor agora”, completou.

A MotoGP volta à pista na quinta-feira para o dia final do segundo teste da pré-temporada, na Tailândia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade durante todo o ano.