A MotoGP vai passar por uma revolução na temporada 2027. E não apenas em termos de regulamento. O mercado de pilotos fervilhou desde o início do ano, e não são poucos os pilotos que vão trocar de endereço no campeonato do próximo ano.

Entre as equipes de fábrica, Yamaha, KTM e Honda fazem mudanças totais nos times. A casa de Iwata se despede de Fabio Quartararo e Álex Rins e será defendida por Jorge Martín e Ai Ogura. Na KTM, Pedro Acosta e Brad Binder estão de partida, com Álex Márquez e Fabio Di Giannantonio confirmados em Mattighofen.

O caso da Honda é um pouco menos sólido. Joan Mir já confirmou que vai sair e tudo indica que Luca Marini tampouco vai ficar, mas, até agora, o único piloto oficializado na equipe é Quartararo. A outra vaga é disputada por Diogo Moreira ― que pode ser promovido da LCR ― e David Alonso, que já teve o salto da Moto2 confirmado pela fábrica da asa dourada ― se não ficar com a posição ao lado de ‘El Diablo’, o colombiano vai assumir o posto que hoje é de Moreira na estrutura de Lucio Cecchinello.

Ducati e Aprilia, por outro lado, mudam apenas um dos integrantes. A casa de Borgo Panigale renovou com Marc Márquez por mais dois anos, mas contratou Pedro Acosta até 2028. Noale, por outro lado, anunciou um novo acordo de duas temporadas com Marco Bezzecchi ainda no início de 2026, mas contratou Francesco Bagnaia até 2030.

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Marc Márquez vai ficar com a Ducati 2028 (Foto: Ducati)

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As mudanças, porém, não ficam restritas aos times de fábrica. A Gresini também será totalmente repaginada, com Daniel Holgado promovido para a elite do motociclismo para competir ao lado de Joan Mir. A VR46 é mais uma que deve passar por uma mudança total, com Fermín Aldeguer se transferindo para a escuderia de Valentino Rossi, onde pode ser companheiro de Nicolò Bulega, que viria do Mundial de Superbike.

A LCR ainda aguarda a decisão final da Honda, mas Johann Zarco segue no time em 2027. No caso da Pramac, Toprak Razgatlioglu ainda tem mais um ano de contrato e rumores indicam que o turco terá como companheiro de equipe Izán Guevara, que também seria promovido da Moto2. A Trackhouse deve seguir com Raúl Fernández, mas precisa de um substituto para Ai Ogura, que, segundo boatos, será Enea Bastianini.

A Tech3 é outra que deve fazer uma mudança total, já que o clima com Maverick Viñales azedou de vez. A imprensa internacional aponta que Luca Marini é o favorito para ocupar uma das vagas, com a outra sendo disputada por Senna Agius e Manu González, ambos da Moto2.

Se os rumores todos se confirmarem, Viñales, Binder, Rins, Franco Morbidelli e Jack Miller terão de procurar outras aventuras, já que não têm mais espaço da MotoGP. Enquanto o ‘Top Gun’ se diz desgostoso e sequer em busca de um outro lugar para seguir competindo, os outros três têm os olhos postos no Mundial de Superbike, que ainda tem muitas posições em aberto.

O fim da trajetória do quinteto na MotoGP não chega como surpresa, já que todos eles atravessam uma fase ruim. Binder vive um momento completamente apagado, sem sequer fazer menção de acompanhar o ritmo do companheiro de equipe. Viñales, ainda se recuperando de cirurgia, está longe da forma que podia tê-lo levado ao time de fábrica da KTM. Rins, por outro lado, esteve irreconhecível durante todos os anos que passou com a Yamaha.

Morbidelli já tinha sofrido na quando defendeu o time de fábrica da marca de Iwata. Depois, tampouco achou o melhor da forma quando esteve com a Pramac e nem a mudança para a VR46 ajudou o ítalo-brasileiro a encontrar o melhor desempenho.

Miller tem um caso um pouco diferente. O australiano quase ficou a pé no ano passado, mas ganhou a chance de ficar na Pramac graças a experiência com motores V4, algo muito útil para uma Yamaha que abandonou a tradição dos motores de quatro cilindros em linha. Ainda que não faça uma temporada espantosa, o #43 teve brilharecos aqui e ali e circulam rumores de uma manutenção no vínculo com a marca dos três diapasões, mas agora no WSBK.

Seja como for, a MotoGP virá revigorada no próximo ano, seja pela chegada das motos de 850cc, que vão assumir o lugar dos protótipos de 1000cc, seja pela troca de uniforme de muitos dos protagonistas da categoria.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar entre os dias 7 a 9 de agosto, com o GP da Grã-Bretanha, 12ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.