Diogo Moreira lamentou o abandono no GP da Malásia de MotoGP, neste domingo (1º), após sofrer uma queda em Sepang e apontou dificuldades recorrentes com a dianteira da Honda. O brasileiro afirmou que o problema comprometeu o desempenho durante todo o fim de semana, limitando a margem para arriscar e dificultando o controle da moto na corrida.

Em entrevista a jornalistas após a prova, Moreira destacou que a Honda tinha condições de alcançar um resultado melhor na Malásia, especialmente depois do oitavo lugar na corrida sprint de sábado (31). No entanto, o problema na dianteira voltou a comprometer a pilotagem e impediu que o brasileiro explorasse melhor o potencial da moto.

“Consigo salvar três ou quatro vezes, mas é impossível salvar a moto em todas as corridas. Tivemos esse problema com a dianteira durante todo o fim de semana. Não conseguia parar a moto e estava lutando para conseguir frear. Na queda, perdi a dianteira uma vez e, na segunda, não consegui salvar”, explicou.

O brasileiro também lamentou a maneira como encerrou a etapa malaia. Apesar de avaliar que o ritmo não era ruim, Moreira afirmou que a falta de confiança na dianteira o impediu de forçar o ritmo e aumentou a preocupação em cometer erros durante a prova.

“Uma pena terminar o fim de semana assim, porque a corrida não foi tão ruim, nem o ritmo, mas não tivemos margem nenhuma para arriscar. Não forcei nenhuma volta porque a corrida era muito longa. Estava tentando me manter em cima da moto. As sete voltas foram difíceis, porque tentava apenas não cometer erros. Como disse antes, foi muito difícil lidar com a dianteira durante todo o fim de semana”, afirmou.

Diogo Moreira sofre queda e deixa GP da Malásia precocemente (Vídeo: Reprodução / MotoGP)

Moreira ainda ressaltou a diferença entre o desempenho em volta rápida e o comportamento da Honda em ritmo de corrida. Segundo o piloto, embora fosse possível registrar tempos competitivos em uma volta, a moto não apresentava o mesmo rendimento ao longo da prova, sobretudo na comparação com os adversários.

“Nós conseguimos fazer a volta rápida, e o tempo não é tão ruim, mas, na corrida, é impossível. Eles [adversários] têm muito mais do que nós. Aqui, de modo geral, a Honda estava muito difícil. Vamos ver no Catar. Mas, no fim das contas, não conseguimos ter mais do que isso”, concluiu.

A MotoGP volta a acelerar de 6 e 8 de novembro, em Lusail, para o GP do Catar, 20ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.