Marc Márquez pretende chegar ao Catar apenas na noite de quinta-feira (5), poucas horas antes do início das atividades de pista do GP de Lusail, marcado para o próximo fim de semana. O espanhol da Ducati confirmou o planejamento após vencer o GP da Malásia, neste domingo (1º), e evitou se posicionar diretamente sobre a segurança da realização da etapa em meio à instabilidade no Oriente Médio.

A manifestação aconteceu no mesmo dia em que a Yamaha anunciou que não participará da corrida.

“Vou voltar para a Espanha e chegar ao Catar o mais tarde possível, na noite de quinta-feira”, afirmou Márquez à TNT Sports.

Questionado posteriormente, durante a entrevista coletiva, se a MotoGP deveria competir no país, o líder do Mundial preferiu não aprofundar a discussão.

“Prefiro não dizer nada”, respondeu.

Marc Márquez (Foto: AFP)

Yamaha desiste do GP do Catar e aumenta pressão sobre MotoGP

A situação ganhou uma nova dimensão depois que a Yamaha anunciou que não disputará o GP do Catar. A fabricante japonesa alegou que as restrições de viagem ao Oriente Médio adotadas pela companhia continuam em vigor, mesmo depois das garantias de segurança apresentadas pelos organizadores.

A decisão afeta tanto a equipe oficial quanto a operação da Pramac na categoria principal, retirando 4 motos da programação prevista em Lusail.

A organização da MotoGP respondeu com críticas à posição da Yamaha. Segundo o campeonato, as avaliações realizadas em conjunto com autoridades do Catar, representantes do circuito e especialistas independentes não identificaram motivos suficientes para modificar os planos da etapa.

A categoria também alertou que a ausência pode ter consequências contratuais e esportivas. Eventuais sanções previstas no regulamento esportivo dependerão de avaliação da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).

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Fabio Quartararo (Foto: Yamaha)

Pilotos questionam garantias de segurança para Lusail

A preocupação com a realização da corrida não se limita à Yamaha. Jack Miller revelou que 19 dos 22 pilotos se manifestaram contra a viagem ao Catar, alegando incertezas relacionadas à segurança e à possibilidade de agravamento das tensões regionais.

O australiano cobrou que a organização assuma a responsabilidade pela decisão de manter a prova, mesmo diante da resistência dos competidores.

Entre as preocupações estão as condições para eventual retirada do paddock em caso de fechamento do espaço aéreo, os procedimentos de evacuação e as garantias oferecidas às equipes e aos profissionais envolvidos.

A MotoGP, por sua vez, afirma que recebeu informações suficientes para manter o evento e continuará monitorando a situação. O impasse já havia provocado discussões sobre possíveis punições aos pilotos que não comparecessem.

Márquez pode conquistar título da MotoGP no Catar

Além da discussão sobre segurança, o GP do Catar pode ser decisivo para o Mundial de Pilotos.

Com a vitória na Malásia, Márquez chegou a 399 pontos e abriu 44 de vantagem sobre Jorge Martín, que permaneceu com 355. Marco Bezzecchi aparece em terceiro, com 332.

A classificação atualizada da MotoGP após a etapa de Sepang coloca o espanhol da Ducati em condições de conquistar antecipadamente o campeonato em Lusail, dependendo dos resultados do fim de semana.

O GP do Catar está programado para acontecer entre 6 e 8 de novembro, com treinos na sexta-feira, classificação e sprint no sábado e corrida principal no domingo. Até o momento, a organização mantém a etapa no calendário, apesar da desistência da Yamaha e das preocupações expressas pelos pilotos.

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