Jorge Martín demonstrou satisfação com seu desempenho nos treinos de sexta-feira (6) para o GP do Catar de MotoGP. Após enfrentar dificuldades físicas na etapa da Malásia, o espanhol conseguiu completar uma sessão consistente em Lusail e encerrou o dia na sétima colocação, renovando as expectativas para o restante do fim de semana.
O piloto da Aprilia ainda se recupera de uma fratura em um osso do punho direito sofrida na Austrália, duas semanas antes. Em Sepang, Martín chegou a interromper antecipadamente a atividade de sexta-feira por falta de força no braço. Porém, o cenário agora foi diferente: ele completou 19 voltas e conseguiu manter um ritmo competitivo.
O melhor tempo do espanhol ficou a 0s6 da marca estabelecida por Fabio Di Giannantonio, líder da sessão com a VR46. Em relação ao companheiro Marco Bezzecchi na Aprilia, a diferença foi de apenas 0s350.
Após o treino, Martín não escondeu a satisfação com a evolução física e com a possibilidade de voltar a competir em condições mais próximas do ideal. “Estou muito orgulhoso do meu trabalho hoje. Gostaria de ter tido essa sensação na Malásia, sinceramente, porque agora consigo pilotar”, afirmou em entrevista à TNT Sports.
“Com certeza, ainda não estou totalmente recuperado, mas me sinto muito melhor. Consigo completar voltas e ser competitivo”, acrescentou. Apesar da evolução, Martín reconheceu que ainda sente os efeitos da lesão. Segundo ele, o principal desafio neste momento é recuperar a confiança e as sensações sobre a moto, especialmente depois do acidente na Austrália.
O piloto explicou que a adrenalina durante a atividade acaba reduzindo a percepção das dores no punho. “A dor está presente, mas, com toda a adrenalina, quase não a sinto. Estou muito feliz por conseguir correr e vamos tentar completar a sprint de amanhã”, declarou.

Martín também detalhou as dificuldades que ainda enfrenta em determinados trechos do circuito de Lusail. Embora tenha apresentado melhora nas frenagens, o espanhol sofre principalmente nas curvas para a direita e nas mudanças rápidas de direção.
“Melhorei bastante nas frenagens, mas, quando estou no limite, com a moto no ângulo máximo de inclinação, tenho muitas dificuldades com minha posição extrema”, explicou.
“Esse é um dos problemas nas curvas para a direita. As mudanças de direção também são bastante difíceis, e estou perdendo um pouco de tempo. Mas não estou tão longe, então estou muito feliz”, completou.
A MotoGP volta à pista neste sábado (7), a partir das 8h (de Brasília), para o TL2 do GP do Catar. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.