Yamaha e Pramac anunciaram nesta quinta-feira (27) que a relação com Jack Miller chegará ao fim no encerramento da temporada 2026 da MotoGP. A confirmação abre caminho não apenas para o anúncio do substituto na equipe satélite, mas também para a formalização do futuro profissional do australiano.
Miller defendeu as cores das Pramac em duas oportunidades: primeiro entre 2018 e 2020, quando a equipe utilizava equipamento Ducati, e, depois, a partir de 2025, quando o time de Paolo Campinoti já era um aliado da marca dos três diapasões.
Ano passado, Jack esteve perto de perder um lugar no grid da MotoGP, mas teve o contrato renovado por ser o único entre os pilotos da Yamaha com experiência com os motores V4.
Além da MotoGP, Miller defendeu a Yamaha nas 8 Horas de Suzuka, a mais importante prova do calendário do Mundial de Endurance da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) duas vezes: em 2025 e 2026.

“Jack se juntou à Yamaha em um estágio importante do nosso projeto na MotoGP e imediatamente se tornou um valioso colaborador. O entendimento técnico dele, a abertura no feedback e o compromisso incansável nos ajudaram a avançar em várias áreas”, disse Paolo Pavesio, diretor da divisão de corridas da Yamaha. “Ele encarou cada desafio com profissionalismo e entusiasmo. Essa mesma dedicação pode ser ilustrada pela disposição dele em representar a Yamaha nas 8 Horas de Suzuka em conjunto com os compromissos dele na MotoGP”, seguiu.
“Além da contribuição dele na pista, Jack trouxe uma energia tremenda à nossa equipe. A atitude positiva dele, o espírito de equipe e a habilidade de construir relações fortes dentro da garagem fizeram com que fosse um prazer trabalhar com ele, além de torná-lo um companheiro de equipe altamente valioso para todos envolvidos no projeto”, exaltou. “Em nome da Yamaha, gostaria de agradecer sinceramente a Jack por tudo que ele fez pelo nosso programa. Desejamos a ele nada além de sucesso no futuro, e esperamos que nossos caminhos voltem a se cruzar e que um dia tenhamos a oportunidade de vê-lo novamente com o azul da Yamaha”, completou.
Diretor da Pramac, Campinoti destacou a marca que Jack deixa na equipe.
“Alguns pilotos passam pela equipe, mas outros deixam uma marca duradoura na história dela. Jack pertence ao segundo grupo”, afirmou Paolo. “Desejamos a ele e a família dele todo o sucesso para o que quer que venha a seguir”, continuou.
“Uma vez que você faz parte da família Pramac, você será sempre parte dela”, encerrou.
Chefe da Pramac, Gino Borsoi também se despediu de Miller e destacou o papel importante do #43 na evolução do projeto da Yamaha.
“Quero mandar um enorme abraço para Jack. Ao longo desses dois anos, ele mostrou ser um ativo muito importante tanto para o projeto da Yamaha quanto para a nossa equipe. Ele sempre dá o máximo de sim, e isso é algo que temos de reconhecer e agradecer, pois mesmo nos momentos mais difíceis, ele nunca deixou de lutar”, frisou Borsoi. “Além do piloto, Jack é uma grande pessoa e é uma pena quando os caminhos da equipe e de alguém com a personalidade e nível dele se separam”, lamentou.
“Infelizmente, isso faz parte do nosso mundo. Às vezes, as equipes e fábricas precisam tomar decisões difíceis, e essa, com certeza, foi uma das mais difíceis, não apenas para a equipe, mas para mim pessoalmente”, admitiu. “Um piloto e uma pessoa como Jack merece seguir parte da estrutura, mas esporte e esporte e, cedo ou tarde, às vezes os caminhos precisam se separar. Só podemos agradecê-lo por tudo que ele nos deu e desejar a ele o melhor para o futuro”, encerrou.
A expectativa é de que Izán Guevara seja promovido da Moto2 para ocupar o lugar de Miller na MotoGP. O australiano, por sua vez, deve migrar para o Mundial de Superbike.
A MotoGP volta a acelerar entre os dias 28 a 30 de agosto para o GP de Aragão, 13ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.