A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) vai limitar o quanto os carros das equipes da Fórmula 1 podem quicar a partir do GP da França. A entidade definiu uma métrica, a Métrica de Oscilação Aerodinâmica (AOM, da sigla em inglês), que vai ser utilizada para regular os efeitos do porpoising, que tem causado dores de cabeça para várias equipes, mas principalmente a Mercedes.
Em um comunicado divulgado para a imprensa, a FIA confirmou que já determinou a métrica que será utilizada e que os 10 times já foram avisados sobre quais serão os limites. As equipes terão o GP da Inglaterra e o GP da Áustria para se prepararem antes da corrida em Paul Ricard no fim do mês. A entidade também promete colocar parâmetros para o desgaste e rigidez da placa de madeira que fica embaixo do carro.
Na última etapa, no GP do Canadá, a FIA emitiu uma diretiva técnica para regular o porpoising, permitindo a instalação de uma corda adicional na lateral dos carros para evitar o fenômeno após reclamações de diversos pilotos. A medida causou controvérsia no paddock, principalmente da Ferrari, que alegou que a diretiva técnica deveria ser apenas para prestar esclarecimentos sobre as regras, e não para mudá-las.
▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

Para a equipe italiana, qualquer alteração, ainda que fosse em nome da segurança, teria de ser aprovada antes pelo Conselho Mundial de Automobilismo. A Alpine também não gostou de ver a Mercedes com a peça no carro. Otmar Szafnauer reforçou a opinião da Ferrari, dizendo que diretrizes técnicas não faziam parte do regulamento.
A FIA descartou o uso do suporte no assoalho para o GP da Inglaterra neste fim de semana. A expectativa era que a métrica para regular o porpoising fosse implementada já em Silverstone, mas a entidade decidiu coletar mais dados e vai trazer a nova regulamentação para o GP da França, que está marcado para o dia 24 de julho.