A variante mais recente da Covid-19, denominada Omicron, vem causando preocupação no mundo inteiro — e na Fórmula 1 não é diferente. Com o avanço da variante ao redor do planeta, os países passaram a regular de forma mais rígida a entrada de pessoas em seu território, e isso pode ser um problema para a categoria. O diretor esportivo da F1, Steve Nielsen, comentou a possibilidade de alguma corrida de 2022 sofrer com algum tipo de adiamento, e admitiu que está preocupado com a situação da doença no mundo.
“Eu estaria mentindo se dissesse que não estou um pouco preocupado”, disse. “Estou, porque o otimismo que tínhamos há alguns meses atrás, a pandemia estava regredindo, havia sido um pouco derrubada. É uma situação em constante mudança. Desde o começo, aumentou e diminuiu, dependendo de qual região você estava. Nós tivemos que nos adaptar a essas taxas diferentes e tentar encaixar nosso calendário”, explicou.
Nielsen pontuou que lidar com a pandemia em 2022 será, de certa forma, “mais fácil” do que em 2020, quando o Covid-19 ainda não era conhecido e devastou parte da população mundial. O dirigente argumentou que agora, os países possuem protocolos estabelecidos para tentar segurar o contágio, algo que não havia há dois anos, já que ninguém estava preparado para o vírus.
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“A única coisa a nosso favor é que em 2020, a pandemia era nova para todo mundo”, afirmou. “Embora ainda seja uma coisa terrível, o mundo está gradualmente aprendendo a conviver com isso, então algumas das restrições mais severas que vimos, certamente no ano passado e na primeira parte deste ano, os países estão implementando protocolos mais robustos e aprendendo a viver com o vírus”, pontuou.
Nielsen novamente admitiu preocupação com o calendário de 2022 da Fórmula 1, que prevê 23 corridas ao longo do ano — uma a mais do que em 2021. Foi possível realizar um campeonato com 22 etapas este ano muito por conta do relaxamento de algumas restrições de viagem, mas com o avanço da variante, a situação pode mudar drasticamente de uma temporada para a outra.
“Espero que isso signifique que eles podem continuar a aceitar visitantes internacionais, o que obviamente é uma coisa extremamente importante para podermos continuar com o nosso campeonato”, comentou. “Estamos nervosos com isso. Tenho certeza de que podemos fazer com o calendário que temos, mas vamos monitorá-lo e reagir se for preciso”, admitiu.
Por fim, Nielsen apontou que no momento, não existem mudanças previstas no calendário, inclusive com o GP da Austrália marcado normalmente para abril, após dois cancelamentos consecutivos em 2020 e 2021. Questionado se a organização possui um plano B para se prevenir de qualquer mudança, o diretor esportivo negou.
“Honestamente, não”, reconheceu. “Estamos no plano A e não estamos procurando nenhuma alternativa para o plano A. Se for preciso, porque as coisas mudam, faremos isso, mas está longe no momento”, encerrou.