Gabriel Bortoleto negou a hipótese de que as alterações implementadas na Fórmula 1 em 2026 fizeram dos pilotos rápidos mais lentos. Durante o GP da Bélgica de Fórmula 1, no último fim de semana, o brasileiro comentou que a forma de pilotar precisou de adaptações, mas que isso não enfraqueceu os que já eram destaques da categoria.
Em entrevista durante o fim de semana em Spa-Francorchamps, Bortoleto avaliou que o automobilismo não tem de se resumir a uma única forma que pilotagem. Além disso, explicou que capacidade de adaptação é uma parte importante do esporte, e citou pilotos com vitórias na categoria para defender o ponto de vista, mostrando que os mais rápidos continuam sendo velozes independentemente do regulamento.
“O automobilismo não deveria se resumir a um só jeito de pilotar ou o fato de que, porque aprendemos algo no kart, temos de fazer a mesma coisa pelo resto da vida. É importante ser capaz de se adaptar a tudo. Haverá momentos em que me frustro por não conseguir fazer algo, mas é isso também que torna o automobilismo tão prazeroso. Não mudei muito meu jeito de pilotar, mas não gosto muito do termo ‘estilo de pilotagem’. Um piloto de F1 não deve dizer isso, deveríamos ser capazes de nos adaptar a qualquer carro, mesmo que não seja natural. É por isso que fazemos isso, é por isso que somos 22 pilotos de F1 no mundo”, declarou.
“É só uma questão de qual carro você tem e como deve pilotá-lo. Você vê Verstappen sendo lento? Vê um heptacampeão mundial, como [Lewis] Hamilton, sendo lento este ano? Vê [Charles] Leclerc sendo lento? Não os vejo desacelerando. São sempre muito competitivos. Não diria que os pilotos rápidos ficaram lentos, muito pelo contrário. Lewis está melhor do que no ano passado. Max continua se saindo muito bem, colocando esse carro na frente. Lando [Norris], o atual campeão mundial, é rápido quando o carro não quebra. Não vimos pilotos lentos no ano passado ficando rápidos, nem pilotos rápidos ficando lentos. Isso é corrida”, acrescentou.

Bortoleto explicou ainda que a temporada passada apresentou mais constância, uma vez que menos mudanças tinham de ser compreendidas. A atual, em contraponto, pede algumas adaptações na pilotagem, especialmente por conta da liberação de energia.
“Do ano passado para cá, não mudei muito minha forma de pilotar, mas venho refinando alguns aspectos. Aprendemos melhor como a energia é liberada na saída de determinadas curvas. Em alguns casos, por exemplo, podemos acelerar mais na entrada e nos preocupar menos com a saída, porque não há liberação de energia naquele ponto. Em outros, precisamos ter mais cuidado na entrada, já que depois vem uma reta longa, onde há uma grande liberação de energia”, disse.
“No ano passado, isso foi constante, não precisava pensar tanto. Neste ano, você está aprendendo como a energia é liberada na saída de certas curvas. Se consegue acelerar mais na entrada e se preocupar menos com a saída porque não há energia, acelere. Se tiver de tomar mais cuidado na entrada, porque vai ter uma reta longa e muita energia depois, se adapte”, prosseguiu.
O brasileiro defendeu que é necessário utilizar todas as ferramentas possíveis para continuar desenvolvendo a F1 e se mostrou contente com o rumo que a categoria tem tomado. Depois, ironizou pilotos que reclamam do atual estado do campeonato.
“Estamos na Fórmula 1, certo? Desenvolvemos tecnologia para o futuro. Se não usarmos toda ferramenta disponível, não sei o que é a F1. Pessoas reclamavam que pilotos tinham muito o que fazer. Agora que as coisas são feitas por nós, reclamamos que o carro faz tudo. Estou feliz com a direção que a F1 está tomando. É bom que o software possa se adaptar, entender quanta energia coloca em cada volta e como evoluir nas voltas seguintes. Se Lando prefere correr com 500 cavalos em vez de 1.000, é só desconectar a bateria. Resumindo, isso não deveria mudar. Essa é minha opinião”, completou.
O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP da Hungria, 11ª etapa da temporada 2026, AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.
▶️F1: confira o calendário completo de 2026
▶️Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GPTV
GP da Hungria de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:
Horários no Brasil*
- Treino livre 3: 07:30
- Classificação: 11:00
- Corrida: 10:00
Horários em Portugal e Angola
- Treino livre 3: 11:30
- Classificação: 15:00
- Corrida: 14:00
Horários em Cabo Verde
- Treino livre 3: 09:30
- Classificação: 13:00
- Corrida: 12:00
Horários em Moçambique
- Treino livre 3: 12:30
- Classificação: 16:00
- Corrida: 15:00