Felix Rosenqvist e Will Power não ficaram nada satisfeitos com o tempo perdido atrás dos retardatários no GP de Portland do último domingo (9) e detonaram a regra da bandeira azul da Indy — que não obriga os pilotos prestes a tomarem uma volta a saírem da frente dos líderes. Por outro lado, Álex Palou e o estrategista Barry Wanser discordaram dos rivais, enfatizaram que a norma já está estabelecida há vários anos e que faz parte da categoria. Também relembraram que foram prejudicados em outras oportunidades pelo mesmo motivo.
Apesar de admitir que não venceria, Rosenqvist afirmou que a regra da bandeira azul “faz todos parecerem estúpidos”. Tanto o sueco quanto Palou perderam tempo atrás de Louis Foster antes do último pit-stop. Já Power, que parou uma volta depois do previsto por conta de uma falha de comunicação da Andretti, perdeu quase 3s atrás de Sting Ray Robb, o que o prejudicou consideravelmente na briga pelo segundo lugar.
O bicampeão também criticou e disse que a Indy tem “uma regra dos anos 1970 em vigor”. Além disso, sugeriu um acordo de cavalheiros caso a categoria não promova uma mudança no futuro.
Wanser, por outro lado, discordou da ideia de alterar a regra da bandeira azul e ressaltou que todos os pilotos do grid têm o direito de disputar posições na pista.

“Já estabelecemos na Indy que, enquanto você estiver lutando para se manter na volta do líder, mesmo que esteja uma volta atrás, se não estiver um giro atrás do resto do pelotão, você não tem direito à bandeira azul. Você tem o direito de estar lá e lutar. Uma bandeira amarela pode te dar a oportunidade de voltar à volta do líder e, então, há a chance de lutar por uma posição melhor”, explicou o estrategista do #10.
“Isso faz parte da Indy. Já ficamos presos atrás de retardatários antes. Tenho certeza de que isso acontecerá novamente no futuro. É assim que corremos”, ressaltou.
Palou concordou com Wanser e reforçou que a consistência da direção de prova em todas as corridas é o fator mais importante.
“Acredito que, desde que mantenhamos a consistência, é igual para todos. Tivemos corridas em que o tráfego nos prejudicou bastante e, de certa forma, permitiu que todos diminuíssem a diferença”, relembrou.
“Tivemos isso no GP de Portland do ano passado, quando o trânsito atrasou Power e [Christian] Lundgaard, que estavam à minha frente. Consegui diminuir uma diferença de 10s. Desde que mantenhamos a consistência, estou feliz. O mesmo vale para todos”, completou.
A Indy retorna no próximo fim de semana, entre os dias 14 e 16 de agosto, para a primeira edição do GP de Markham, única prova da categoria disputada fora dos Estados Unidos, no Canadá.
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