Jack Miller não escondeu a decepção com o desempenho da Yamaha no GP da Áustria de domingo (20). O australiano explicou que o pneu patinava muito na parte final da corrida e afirmou que estava rodando no mesmo ritmo da Copa do Mundo de Harley-Davidson Baggers.
Ao longo do fim de semana, o #43 teve problemas com a eletrônica da moto, mas, na corrida, conseguiu passar Franco Morbidelli e Pol Espargaró no início da corrida. Na metade da disputa, porém, Jack começou a patinar, o que o fez despencar.
O australiano fez a melhor volta dele na corrida em 1min30s939, ainda no terceiro giro, mas terminou a prova com tempos de 1min38s929 e 1min40s225. O recorde da Baggers foi estabelecido em 1min38s689.
“Sendo sincero, não é um dia com o qual estou feliz e nem sobre o qual eu queira pensar”, comentou Miller. “Não pude fazer nada. A partir da 13ª, 14ª volta, comecei a patinar em linha reta. Não podia fazer porra nenhuma”, disparou. “Troquei para o mapa [de motor] 2 na volta 3. Estava no grupo, parecia tudo bem. Mas entendi lá pelas voltas 13 e 14 que o pneu já estava começando a patinar na reta, principalmente em terceira e quarta marchas”, relatou.
“Aí troquei para o mapa 3, que é como um mapa de back-up. Fiquei naquilo até faltarem sete voltas para o fim, atrás de Toprak, mas aí eu já estava na borracha de base”, frisou. “Uma faixa larga de borracha de base, com aquela largura ali, bem no meio. Não podia acelerar nas retas. Precisava ter cuidado ao entrar nas curvas, pois quando você está na borracha de base, a coisa fica tentando patinar, e você só roda para completar a corrida”, destacou.

Miller destacou que sempre sofre quando a Michelin opta pelo pneu que foi utilizado neste fim de semana, mas torceu para que a situação em Mandalika seja diferente, já que a mesma carcaça será utilizada por lá.
“Sofro muito quando temos essa carcaça [um pneu resistente ao calor], mas, no geral, todas as Yamaha sofreram bastante, então é sempre um verdadeiro transtorno. Nós tivemos isso duas vezes neste ano, essa carcaça, na Tailândia e aqui. E as duas vezes eu terminei com uma faixa de borracha de base no meio”, lembrou. “Tento fazer o que posso, levantar a moto. O que é quase contraintuitivo aqui, pois você levanta e começa a patinar quando está no centro do pneu. Acho que temos de voltar à estaca zero. O lado bom é que vamos voltar [ao pneu] normal em Motegi. O ruim é que teremos de novo em Mandalika. Mas Mandalika é uma pista onde você fica muito mais na lateral do pneu. Então vamos esperar e ver”, continuou.
Diferente de Toprak Razgatlioğlu, que cogitou abandonar a corrida, Miller disse que a ideia jamais passou pela cabeça dele.
“Não, não sou do tipo que para. Estou ali para fazer um trabalho”, garantiu. “A corrida não acaba até acabar. Você nunca sabe se vai aparecer uma bandeira vermelha ou algo assim, então é melhor estar do que não estar”, ponderou.
“Sim, é embaraçoso rodar em 1min38s. É o tempo da porra da Baggers. Mas, no fim, estou aqui para fazer um trabalho. Hoje, o trabalho era a porra da 21ª posição”, encerrou.
A MotoGP volta a acelerar de 2 a 4 de outubro, em Motegi, para o GP do Japão, 16ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
MotoGP hoje: perguntas frequentes
Quem lidera o Mundial de MotoGP 2026?
Jorge Martín lidera a classificação com 306 pontos, 12 a mais que Marc Márquez. Marco Bezzecchi aparece em terceiro, com 264.
Quando acontece a próxima corrida da MotoGP?
A próxima etapa é o GP do Japão, marcado para o fim de semana de 2 a 4 de outubro, no Mobility Resort Motegi.
Quais são os horários do GP do Japão de MotoGP?
No horário de Brasília, a classificação começa às 22h50 de sexta-feira (2), a sprint acontece às 3h de sábado (3) e a corrida larga às 2h de domingo (4).