A Fórmula 1 vive apenas a primeira temporada do conjunto de regras que contou com mudanças significativas nos motores após mais de uma década. Mesmo assim, a discussão acerca da próxima versão dos motores, esperada para a próxima década, está a toda velocidade. A FIA (Federação Internacional de Automobilismo) acertou com as fabricantes de unidades de força da F1 os moldes do projeto e, agora, continua o processe para definir os pormenores.

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A informação é da versão italiana do portal Motorsport.com. Apesar da versão final do motor ainda não estar fechada, as questões principais foram definidas. O desenho é de um V8 de 3 litros, algo que já estava apalavrado anteriormente. A discussão maior era se a nova versão seria com um retorno aos aspirados ou a manutenção do turbo. A escolha foi ficar com o turbo, uma vez que o aspirado tem som altíssimo, considerado intolerável para a quantidade de pistas urbanas que a F1 atual tem no calendário.

A publicação destaca que cidades que recebem a F1 em pistas urbanas contam com legislação contra poluição sonora e, por isso, motores aspirados seriam um problema. É o caso de Baku, Melbourne, Madri, Miami, Las Vegas e Singapura. Apesar disso, a inserção dos V8 torna a potência sonora maior que a dos atuais motores.

Além disso, havia a necessidade de definir quanto ao uso da eletrificação. Para os defensores do fim do uso de energia elétrica, uma derrota: a nova unidade de força inclui um motor elétrico de 100 kW, tido como bastante mais simples que os atuais, bem como a parte eletrônica. FIA e F1 querem manter a conexão, mas sem transformar o motor em algo tão complexo tecnologicamente quanto aquele utilizado entre 2014 e 2025.

Mas talvez a meta mais audaciosa esteja ligada ao peso. O desejo é que a unidade completa seja pelo menos 50 kg mais leve que a atual, algo que, caso atingido, terá importância também no desenho do chassi.

Entre os assuntos que ainda precisam ser resolvidos nos próximos meses e anos, está o sistema de auxílio para ultrapassagens . Apesar do retorno do DRS é visto com bons olhos, a ideia duma versão de push-to-pass, parecido ao da Indy, onde os pilotos decidem quando usar em circunstâncias pré-definidas por uma quantidade finita de vezes ao longo da prova, também está sob avaliação.

Por enquanto, não há sequer certeza da temporada em que estes novos motores vão estrear. O que se sabe é que não será antes de 2030.

O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do GP do Azerbaijão AO VIVO E EM TEMPO REAL, além de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV. Além da cobertura completa, o GRANDE PRÊMIO está in loco com o repórter Leonid Kliuev.

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