Sócio da Meyer Shank ao lado de Helio Castroneves e Jim Meyer, Mike Shank minimizou a falta de resultados de Mick Schumacher na temporada 2026 da Indy. Para o dirigente, o alemão enfrentou as agruras do ano de estreia na categoria e analisou a situação como algo comum. O chefe da equipe ressaltou que aposta no talento do piloto e rejeitou qualquer tipo de comparação com o pai, Michael, heptacampeão mundial de F1.
Schumacher estreou na Indy em 2026 pela RLL e teve um início complicado, com alguns acidentes ao longo do ano. Conseguiu um desempenho um pouco mais sólido na segunda metade da temporada, como o oitavo lugar no GP de Nashville, mas encerrou o campeonato apenas em 23º entre os 25 pilotos que disputaram todas as etapas. Entretanto, Shank apontou que o alemão superou o ano de estreia e vai entregar mais resultados na Meyer Shank.
“Se olhar para grande parte dos caras do top-10 ou top-5 hoje em dia, o ano de estreia deles na Indy não foi bom. Como todo mundo, na maior parte das vezes, 90% deles parece passar por essa espécie de rito de passagem. É uma categoria muito difícil. Aconteceu isso com o Mick, que passou por isso e teve um momento muito difícil, mas também teve momentos de ouro”, disse Shank.
“O Mick é o nosso tipo de piloto. Ele está em uma margem onde as pessoas não têm certeza sobre ele, mas nós vemos que tem potencial e queremos ver onde isso vai dar. Já teve o ano de estreia e precisa ficar no top-10 daqui para frente, e é nisso que estamos mirando”, acrescentou o dirigente da Meyer Shank.
“Tomara que a gente consiga beliscar algo um pouco melhor do que isso quando estivermos muito bem. A expectativa é que ele dê um grande passo no ano que vem, pois nós achamos que ele tem talento e vamos descobrir”, completou.

O chefe da Meyer Shank destacou que a contratação de Mick pouco tem a ver com o sobrenome que carrega. Apesar de exaltar a carreira de Michael Schumacher, o dirigente frisou que apenas o seu atual piloto importa.
“Disse à mãe dele [Corinna Schumacher] e ao Mick em duas ocasiões diferentes: ‘Não contratei o Michael Schumacher’. Cresci acompanhando, ele é um cara incrível, um piloto incrível, nunca o conheci, mas isso simplesmente não importa para mim. O que importa para mim é o Mick, para onde ele está indo e o que vai fazer por ele e por nós. É só isso com que me importo, e acho que ele concorda”, comentou o chefe da Meyer Shank.
“Isso não é sobre o pai dele. É sobre o que achamos que ele pode fazer por nós, por nossos parceiros e por nossos patrocinadores. Queremos vencer mais uma dessas [Indy 500], e ele pode conseguir. Achamos que temos a carta certa para isso, e vai ser a oportunidade dele. Vai haver momentos bons, vai haver momentos ruins, mas eu contratei o Mick Schumacher, não o Michael”, encerrou.
Oficialmente, a Indy retorna apenas em 2027, entre os dias 5 e 7 de março, com o GP de St. Pete, que abre a temporada do próximo ano da categoria.