Vencedor na classe LMGT3 das 24 Horas de Le Mans pelo segundo ano consecutivo, Richard Lietz — um dos pilotos mais experientes no Circuito de La Sarthe, com seis triunfos no total — admitiu que chegou a pensar em aposentadoria há algum tempo. O austríaco, porém, agradeceu à Manthey pela “confiança” que o fez seguir nas pistas e celebrou a mudança de decisão após o convite da equipe.

“Primeiramente, você precisa ser muito velho para poder vencer seis vezes [em Le Mans]. Esse é o problema”, disse Lietz. “Tive sorte o suficiente de ter minha 19ª vez aqui com a Porsche, sempre como piloto de fábrica e basicamente em todos os anos desde 2007”, exaltou.

“Le Mans foi realmente boa comigo, com seis vitórias. Agora, com duas seguidas. A Manthey confiou em mim ano passado, já havia chegado ao estágio final de carreira e estava pensando em parar. Aí, eles disseram que eu precisava voltar”, contou.

Comandado por Lietz, Ryan Hardwick e Riccardo Pera, o Porsche #92 da Manthey cruzou a linha de chegada com mais de 33s de vantagem para o segundo colocado, a Ferrari #21 da AF Corse. No ano passado, já havia vencido no #91 junto a Morris Schuring e Yasser Shahin.

Porsche #92 da Manthey sobrou na LMGT3 em Le Mans (Foto: DPPI)

Ao abordar a corrida em si, Lietz ressaltou que as poucas intervenções da direção de prova, com apenas um safety-car acionado, fizeram a diferença no resultado. Além disso, exaltou os stints de Hardwick, o piloto bronze do carro — que entrou e manteve o ritmo em relação a Richard (platina) e Pera (prata).

“Depois de dois anos, duas vitórias a mais em Le Mans. Então, fico feliz que tenham me chamado e confiado essa oportunidade a mim. Junto a meus companheiros, Ryan e Ricky, realmente tivemos a sorte do nosso lado por não termos muito tempo de safety-car, foi basicamente uma corrida em bandeira verde. Como o espírito de Le Mans do passado, eu diria”, celebrou.

“Tínhamos um carro rápido. O stint triplo no fim foi realmente incrível, chave para a vitória. E Ryan fez voltas incríveis, que não foram canceladas por um safety-car. Acho que essa é uma das razões de você correr no WEC e não na América”, finalizou Lietz.

Com a principal etapa do calendário devidamente encerrada, o WEC entra na segunda metade da temporada no dia 13 de julho, com as 6 Horas de São Paulo, no Autódromo de Interlagos. O evento terá cobertura IN LOCO do GRANDE PRÊMIO, que também transmite todas as etapas do campeonato AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.

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